Rede de ciência e tecnologia proposta pela Sudene tem adesão de instituições de Pernambuco

A Sudene prevê que um acordo de cooperação técnica seja formalizado com os integrantes da rede em até dois meses

Rede de ciência e tecnologia proposta pela Sudene tem adesão de instituições de Pernambuco

Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene)

Menos de duas semanas após dar o primeiro passo para lançar uma rede colaborativa de instituições de ciência e tecnologia de todo o Nordeste, a Sudene já registrou o primeiro movimento para expansão deste grupo. Integrantes do Consórcio Pernambuco Universitas, formado por universidades públicas e comunitárias além dos institutos federais do estado, assinaram, nesta terça-feira (9), uma carta de intenções para aderir à Rede ICT Nordeste. O encontro ocorreu na sede da superintendência.

O consórcio de instituições educacionais pernambucanas integra-se às universidades federais (UFPE, UFRPE, Univasf e UFAPE), aos institutos federais (IFPE e IFSertãoPE), a Universidade de Pernambuco (UPE), além das universidades de natureza comunitária, como a Católica de Pernambuco (Unicap), e os Centros Universitários Tabosa de Almeida (Asces, em Caruaru) e Frassinetti do Recife (Unifafire).

“Precisamos agir de forma articulada para fazer o Nordeste ser a cara da solução para o Brasil. Temos um ambiente político favorável e políticas públicas setoriais que possuem uma visão estratégica para a região. As universidades conhecem a nossa realidade, formam pessoas e podem nos ajudar a sistematizar o debate sobre as pautas importantes para esta agenda de afirmação do Nordeste”, disse o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. O gestor destacou que o processo de adesão a esta iniciativa está aberto, podendo receber solicitações de universidades de outros estados.

A ideia de formar este quadro é estruturar uma rede colaborativa que posicione o Nordeste como protagonista de um cenário político e econômico marcado pela neoindustrialização, transformação digital, convivência produtiva e sustentável com o meio ambiente e fortalecimento da tecnologia nacional pela soberania e defesa.

“Há uma convergência enorme de temas, incluindo indústria, pesquisa, recursos humanos. É uma oportunidade para que nós possamos dimensionar nossa atuação e contribuir, sobretudo, para um processo de desenvolvimento regional”, apontou o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, professor Alfredo Gomes.

O estímulo ao diálogo como indutor do desenvolvimento foi uma ação da Sudene destacada pelo pró-reitor Comunitário e de Extensão da Universidade Católica de Pernambuco, prof. Dr. Pe. Delmar Araújo Cardoso. “É muito importante a Sudene primar por este movimento. As universidades fazem parte deste contexto, para pensar o desenvolvimento, superar a polarização e estimular a formação dos nossos jovens”, endossou.

A Sudene prevê que um acordo de cooperação técnica seja formalizado com os integrantes da rede em até dois meses. O primeiro movimento do coletivo será trabalhar em um mapeamento das pesquisas em andamento nas instituições de ciência e tecnologia da região alinhadas com as missões da nova política industrial brasileira (NIB). O passo seguinte é a elaboração de uma agenda de pesquisas a partir das necessidades da região baseada na inovação. O caráter pragmático desta iniciativa foi defendida pelo vice-reitor da Universidade de Pernambuco, José Roberto Cavalcanti “É nas unidades que vemos as soluções da humanidade”, pontuou.

*Da assessoria de imprensa