Uber Eats inicia entregas com robôs no Japão

Com velocidade a 5,4 quilômetros por hora, dispõem de sensores para evitar pedestres e outros obstáculos

Uber Eats inicia entregas com robôs no Japão

Um robô de entregas da plataforma Uber Eats atravessa uma rua em uma faixa de pedestres em Tóquio, em 5 de março de 2024. Foto: Richard A. Brooks/AFP

“Atenção: robô!”, alerta um pequeno veículo de entregas verde ao abrir caminho por uma rua em Tóquio. Seu destino? Um restaurante de costelas de porco onde buscará um pedido feito pelo Uber Eats.

A partir de quarta-feira (6), o aplicativo americano de entrega de refeições oferecerá o serviço de delivery através de robôs em uma pequena região da capital japonesa com a esperança de posteriormente estendê-lo ao resto do país.

O arquipélago asiático, que enfrenta uma crescente escassez de mão de obra devido ao envelhecimento da população, alterou suas leis de trânsito no ano passado para permitir a circulação de robôs de entrega.

Outras empresas, como a Panasonic, também estão testando a entrega de mercadorias através destas máquinas.

Desenvolvidos pela Mitsubishi Electric e Cartken, os robôs do Uber Eats possuem duas grandes lanternas quadradas como olhos e três rodas de cada lado para evitar superfícies irregulares em seu percurso, que eles próprios calculam.

Com velocidade a 5,4 quilômetros por hora, dispõem de sensores para evitar pedestres e outros obstáculos, embora haja sempre um operador humano pronto para intervir caso surjam problemas.

Por enquanto, os usuários devem ir até a rua para receber o pedido, mas futuramente estes robôs poderão chegar até as portas de um escritório ou apartamento.

“Poderia ser útil em um local de arranha-céus como Tóquio”, diz Alvin Oo, diretor de operações do Uber Eats no Japão.

Nesta terça-feira (5), um robô entregador quase colidiu com um pedestre em uma manifestação, mas também atraiu muita atenção.

“É tão fofo, chama a atenção. Achava que ia tropeçar nos pés das pessoas, mas elas abriam caminho”, relatou Akemi Hayakawa.

“O Japão tem uma população envelhecida e em declínio, com uma grave falta de mão de obra. Portanto, esta é uma ideia muito boa para o Japão”, disse a mulher de 60 anos.