WhatsApp vai limitar contas que não aceitarem novos termos

Mensageiro não irá desativar contas dos usuários em desacordo, mas pode reduzir aos poucos as funções do aplicativo

por Vitória Silva seg, 10/05/2021 - 11:12
Reprodução/Pixabay WhatsApp atualiza seus termos em 15 de maio, com novas configurações de segurança e coleta de dados. Reprodução/Pixabay

Na próxima sexta-feira (15), o WhatsApp apresentará uma atualização dos seus Termos de Serviço e a Política de Privacidade. O novo texto havia criado polêmica na comunidade internacional, gerando dúvidas sobre a continuidade das contas de usuários que não aceitarem o contrato atualizado. A empresa esclareceu, na última sexta-feira (7), que não vai deletar as contas dos usuários em desacordo com os termos, mas que mensagens de incentivo à aceitação das mudanças serão constantes. Além disso, caso haja resistência do usuário, o mensageiro colocará limitações no uso das funcionalidades do app.

De acordo com as informações divulgadas, os recursos alterados são de extrema importância para o app e a falta deles pode tornar o WhatsApp quase inutilizável. Depois do dia 15, os usuários que não aceitarem os termos poderão ver suas conversas e usar o mensageiro normalmente, mas continuarão visualizando lembretes sobre a mudança.

"Você não poderá acessar sua lista de conversas, mas ainda poderá atender chamadas de voz e de vídeo. Se você já recebe as notificações do WhatsApp, você poderá tocar nelas para ler e responder a mensagens e para retornar chamadas de voz e de vídeo perdidas. Após algumas semanas do uso limitado dos recursos, você não poderá mais receber chamadas nem notificações, e o WhatsApp não enviará mais mensagens e chamadas para seu celular", diz comunicado da empresa.

Instituições governamentais assinaram uma recomendação ao WhatsApp e Facebook pedindo pelo adiamento dos novos termos no Brasil, e se posicionando contra a limitação das contas dos usuários que não concordarem com a nova política do mensageiro. Os órgãos alegam que o compartilhamento de dados sugerido pelo WhatsApp fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) por não justificar a coleta e tratamento das informações.

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