WhatsApp processa empresas brasileiras de disparo em massa

Prática é proibida nos termos de uso do aplicativo mas tem sido usada para fins eleitorais

por Alfredo Carvalho sex, 13/11/2020 - 15:30
Pexels Empresa responsável pelo aplicativo recorreu à Justiça para impedir que o serviço seja utilizado de forma indevida Pexels

O WhatsApp está processando as empresas brasileiras Autland e VB Marketing, que realizam serviços de disparo de mensagem em massa no aplicativo, prática que é proibida nos termos de uso do mensageiro. De acordo com o WhatsApp, as ações jurídicas visam proteger os usuários de notícias falsas.

Essas empresas serão proibidas de desenvolver, distribuir, promover, operar, vender e ofertar serviços de envio de mensagens em massa pelo WhatsApp, além de serem proibidas de usar a marca do aplicativo por 24h. O não cumprimento pode gerar uma multa diária de R$50 mil.

Segundo o WhatsApp, em 2020 foram tomadas diversas medidas contra empresas que realizam serviços para envio de mensagens em massa e também foram feitas parcerias com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para evitar que o disparo em massa fosse feito com fins eleitorais.

O aplicativo também adotou um limite de mensagens encaminhadas por usuário, que de acordo com a empresa reduziu os repasses em 70%, além de realizar parcerias com alguns checadores de fatos, por exemplo a Internet Fact-Checking Network (IFCN). 

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