'Estamos aqui pra ficar', diz TikTok sobre proibição

O presidente Donald Trump disse que proibiria as atividades nos Estados Unidos da empresa de origem chinesa

sab, 01/08/2020 - 17:08
GREG BAKER Imagem mostra logo da ByteDance na entrada de um escritório da empresa em Pequim, 8 de julho de 2020 GREG BAKER

"Estamos aqui pra ficar", assegurou neste sábado (1º) Vanessa Pappas, encarregada nos Estados Unidos do popular aplicativo TikTok, depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar que proibiria as atividades no país da empresa de origem chinesa.

"Temos escutado seu apoio crescente e queremos agradecer. Não temos planos de ir embora", diz um vídeo postado no aplicativo, destinado a acalmar os usuários preocupados.

"Estamos aqui pra ficar. Continuem fazendo ouvir sua voz e continuem apoiando o TikTok!", expressou Pappas. A reação ocorre depois de o jornal The New York Times destacar no sábado que a ByteDance, empresa matriz chinesa do TikTok, ofereceu vender o braço americano da companhia como pretende o governo americano, em seu receio por proteger dados reservados.

Outros veículos reportaram que a Microsoft estaria negociando a aquisição do TikTok, um aplicativo de vídeos de entretenimento que tem quase um bilhão de usuários no mundo.

"Embora não comentemos as especulações, confiamos no sucesso a longo prazo do TikTok" nos Estados Unidos, respondeu o grupo. Depois de semanas de boatos e pressões, o presidente Trump anunciou na sexta-feira que proibiria a atividade da rede social nos Estados Unidos.

A Casa Branca tinha informado horas antes que Trump se preparava para assinar uma ordem oficial para obrigar a ByteDance a se separar do TikTok, em nome da proteção da segurança nacional.

Washington suspeita que a empresa americana pode ser usada pela Inteligência chinesa para fazer espionagem e roubar dados secretos, o que a companhia sempre negou veementemente. Funcionários públicos e legisladores também têm expressado preocupação de que o TikTok seja usado como estes fins. Sua popularidade tem aumentado ainda mais em meio aos meses de pandemia e distanciamento social.

"Devemos estar atentos ao risco de que se transfiram dados privados e confidenciais a governos abusivos, inclusive o nosso", alertou neste sábado Jennifer Granick, da poderosa organização de defesa dos direitos civis ACLU, ao se referir ao tema.

No entanto, ela destacou que "proibir uma plataforma, inclusive se fosse legalmente possível, prejudica a liberdade de expressão on-line e não faz nada para abordar o problema mais amplo da vigilância governamental injustificada".

COMENTÁRIOS dos leitores