De forma inédita, Facebook diz o que é proibido na rede

Regras até então só estavam disponíveis para moderadores de conteúdo

por Nathália Guimarães ter, 24/04/2018 - 12:35
Lionel BONAVENTURE/AFP Facebook diz que emprega mais de 7.500 revisores de conteúdo Lionel BONAVENTURE/AFP

O Facebook está tornando público o documento com suas regras internas que antes estavam disponíveis apenas para moderadores de conteúdo. As diretrizes explicam o que é proibido na plataforma, como posts que contêm discurso de ódio, racismo e violência. Também de forma inédita, a empresa está dando aos usuários o direito de apelar às regras, caso acredite que a empresa cometeu um erro.

"Decidimos publicar essas diretrizes internas por dois motivos. Primeiro porque elas vão ajudar as pessoas a entenderem como nos posicionamos sobr e questões delicadas. E em segundo lugar, ao oferecer esses detalhes tornamos o processo mais fácil para todos, incluindo para especialistas em diferentes áreas, nos darem feedbacks para que possamos melhorar as diretrizes - e as decisões que tomamos - ao longo do tempo", informou a rede social, em comunicado.

Até então, os usuários eram informados de forma vaga sobre o que poderia ou não ser publicado na rede. A documentação divulgada explica, por exemplo, porque mamilos femininos são algumas vezes censurados na plataforma.

"Entendemos que a nudez pode ser compartilhada por variadas razões, inclusive como forma de protesto, para conscientização sobre uma causa ou por motivos médicos e educacionais. Quando tal intenção fica clara, abrimos exceções para o conteúdo", diz a rede social.

Outro ponto que chama atenção no documento é a proibição de participação na rede de assassinos em série ou em massa. Criminosos condenados por matar uma pessoa, porém, podem se inscrever no Facebook.

"Consideramos um homicídio como assassinato em massa se ele resultar em quatro ou mais mortes em um incidente. Consideramos um assassino em série todo indivíduo que tenha cometido dois ou mais homicídios em diversos incidentes ou locais", explica o documento.

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