Em vez de reciclar PCs antigos, melhor doá-los

computerworldpor Nowdigital sex, 09/09/2011 - 07:35

Quando escrevemos sobre a sustentabilidade e os CIOs, muitas vezes focamos em como os líderes de TI podem ajudar suas empresas a reduzir o consumo de energia. É um alvo óbvio porque é relativamente fácil de quantificar. Se vai ou não ter metas formais de redução de emissões de carbono, economia com kilowatts ou de litros de óleo para aquecimento fica evidente no resultado financeiro.

Contudo, há muito mais a ser feito na gestão de um empreendimento sustentável com apetite por commodities geradoras de poluição.

"Nós não estamos falando apenas de mudanças climáticas, reciclagem e conservação de energia", diz William Blackburn, que dirige uma consultoria de sustentabilidade corporativa. "Nós olhamos de forma conjunta as questões ambientais, sociais e econômicas. "Uma abordagem estratégica para a sustentabilidade leva em conta o impacto da sua empresa sobre as comunidades que servem e atuam."

Isso pode parecer um grande desafio, e um pouco mais difícil de medir. Mas um programa em Minneapolis sugere uma forma brilhantemente simples: em vez de reciclar PCs antigos, é melhor doá-los.

Nos últimos dois anos, a cidade, em parceria com seu fornecedor de desktop, Unisys, entregou cerca de  1,1 PCs antigos, que foram renovados para, depois, serem entregues a famílias de baixa renda. Eles estão reutilizando equipamentos de uma forma que ajuda a sustentar a comunidade, um avanço em oportunidades econômicas e educacionais para seus moradores. (O programa ganhou o prêmio Computerworld Honors 2011.)

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"Se os nossos residentes são mais digitalmente esclarecidos, espero que eles sejam mais produtivos, que vivam uma vida melhor e sintam como a cidade contribuiu para que isso acontecesse com eles", diz o CIO, Otto Doll. "Se uma das pessoas que recebe a máquina decida iniciar um negócio, queremos esse negócio para a Minneapolis. Queremos que eles consideram que essa é uma verdadeira sociedade digital."

Para a cidade e para a Unisys, doar o equipamento não custa mais do que enviá-lo para uma unidade de reciclagem, diz Jeff Wilke, o executivo da Unisys que gerencia o programa de Minneapolis.

"Nossos processos que seguimos na eliminação dos equipamentos não mudou", diz Wilke. Antes de doar os computadores, os funcionários da Unisys limpam os discos rígidos como medida de segurança, conforme estipulado no contrato com a cidade.

Nos Estados Unidos, 25 estados têm leis de reciclagem de eletrônicos de resíduos, de acordo com o Centro Nacional de Reciclagem de Eletrônicos. Muitos exigem que os fabricantes recuperem os equipamentos ou paguem pela reciclagem, alguns também proibem o lixo eletrônico dos aterros. No entanto, em 2010, a Agência de Proteção Ambiental estima que apenas 40% dos computadores, medidos por peso, que estavam prontos para ser substituído, foram reciclados.

Minneapolis não calcula como o seu programa afeta sua pegada de carbono. Nem a Sappi Fine Paper North America. A fabricante de papel e celulose doa lixo eletrônico a partir de quatro locais em Maine e sua sede de Boston, eWaste Alternatives, que emprega pessoas com deficiência para renovar as máquinas para uso por famílias de baixa renda, escolas e organizações sem fins lucrativos.

"O aspecto social do trabalho com eWaste Alternatives para beneficiar todas as comunidades e organizações sem fins lucrativos que apoiam foi um dos principais fatores" que convenceu a empresa a doar, disse a CIO da Sappi, Anne Ayer. A empresa também reduziu os seus custos e resíduos de descarte em pelo menos 75%.

Por que você não poderia fazer o mesmo com sua empresa? Eu acho que é muito simples.

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