Mendonça celebra aprovação de mudanças no Novo Ensino Médio

As mudanças no Novo Ensino Médio vão passar a valer em todo o território nacional após sanção presidencial

Mendonça celebra aprovação de mudanças no Novo Ensino Médio

Deputado federal Mendonça Filho (União-PE). Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal Mendonça Filho (União-PE) celebrou, nesta quarta-feira (10), a aprovação das mudanças do Novo Ensino Médio pela Câmara dos Deputados. Mendonça é coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), e está à frente do projeto. Após a votação, o texto segue para sanção presidencial.

De acordo com o parlamentar, as mudanças farão uma diferença significativas na vida dos estudantes. “Essa é uma vitória da juventude, que terá um ensino médio plural, amplo, conectado com seu projeto de vida, com o mundo do trabalho e sintonizado com as melhores práticas educacionais”, destaca Mendonça Filho.

Confira as principais mudanças do Novo Ensino Médio

O texto altera o projeto de lei 5230/23, de autoria de Mendonça Filho. A Formação Geral Básica terá um aumento da carga horária, passando de 1.800 horas para 2.400 horas, no correr dos três anos. A regra vale, porém, para os alunos que não optarem pelo ensino técnico.

Ao contrário do texto original do governo, continua na lei a permissão para contratar profissionais de notório saber reconhecido pelos sistemas de ensino para ministrar conteúdos na educação profissional técnica de nível médio, mesmo que sua experiência tenha sido em corporações privadas.

Uma das mudanças vindas do Senado determina que os estados deverão manter, na sede de cada um de seus municípios, pelo menos uma escola de sua rede pública com oferta de ensino médio regular no período noturno.

Críticas ao Novo Ensino Médio

O novo texto, no entanto, vem recebendo críticas ferrenhas de opositores. É o caso, por exemplo, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), considerando “lamentável” a decisão da Câmara.

“Foram praticamente descartadas as contribuições do Senado (…), além das dezenas de audiências públicas feitas pela comissão especial do Senado (…). O diagnóstico sobre o fracasso do modelo inaugurado em 2017 é inegável”, escreveu.

O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) havia enviado um recursos para retomar a obrigatoriedade do espanhol, juntamente com o inglês. Porém, a votação rejeitou a proposta, e o parlamentar lamentou nas redes sociais.

“Infelizmente não conseguimos ter a maioria dos votos para manter a obrigatoriedade do espanhol no projeto do Novo Ensino Médio. A nossa luta para garantir aos nossos estudantes o ensino da língua mais importante da América do Sul não vai parar por aqui”, afirmou.

Com informações da FPeduQ.