PF avalia procurar STF para investigar Michelle Bolsonaro por uso do cartão corporativo, diz jornal

Ex-primeira-dama não deve ser indiciada no caso das joias, mas está na mira da PF em um outro rol de possíveis investigações

PF avalia procurar STF para investigar Michelle Bolsonaro por uso do cartão corporativo, diz jornal

Michelle Bolsonaro, do PL. Foto: Isac Nóbrega/PR

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pode se tornar alvo de novos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles. Segundo a coluna, a Polícia Federal (PF) enviará à Suprema Corte uma relação de novas frentes de investigação. Michelle apareceria em inquéritos que apuram o uso indevido do cartão corporativo da Presidência da República. O recurso, que utiliza dinheiro público, teria sido utilizado para cobrir despesas pessoais da então primeira-dama, incluindo procedimentos estéticos.

A nova relação surge após a Polícia Federal indicar que Michelle não estará no indiciamento pelo caso das joias. Os delegados e agentes ligados ao caso não captaram as digitais da conservadora em nenhuma das amostras. Além disso, não há outras provas de que ela teria interesse em ficar com os objetos ou participar da venda.

“Há provas de que houve pagamento de despesas pessoais da primeira-dama e de familiares seus com cartões da Presidência”, diz o texto. Também deve fazer parte das evidências um levantamento que mostra que ela usou o cartão para pagar despesas de uma amiga. O documento é de 2023.

“Rachadinha”

A apuração concluiu que Michelle utilizava um cartão de crédito vinculado à conta da amiga Rosimary Cardoso Cordeiro, que era assessora parlamentar no Senado. Os depósitos em dinheiro vivo para Rosimary teriam o objetivo de pagar as despesas com o cartão de crédito, tentando esconder a origem dos recursos.

A orientação era sempre pagar as despesas em dinheiro vivo. Essa informação surgiu com a quebra de sigilo das comunicações do tenente-coronel Mauro Cid. Com a quebra, surgiram evidências que funcionava, no entorno de Michelle Bolsonaro, um esquema para utilizar dinheiro da União em contas feitas no cartão de Rosimary.