MPF-DF arquiva inquérito sobre Fábio Wajngarten na Secom de Bolsonaro

O procurador da República Frederick Lustosa de Mello informou que não vê elementos para oferecer denúncia nem para seguir com a investigação

MPF-DF arquiva inquérito sobre Fábio Wajngarten na Secom de Bolsonaro

Inquérito investigava se Wajngarten foi beneficiado indevidamente em contratos de publicidade. Foto: Carolina Antunes/PR

A Procuradoria da República no Distrito Federal decidiu arquivar o inquérito aberto em 2020 para investigar se o advogado Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi beneficiado indevidamente em contratos de publicidade com o governo federal.

O procurador da República Frederick Lustosa de Mello informou à 10.ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal que não vê elementos para oferecer denúncia nem para seguir com a investigação.

“Nenhuma das hipóteses criminais ventiladas restou evidenciada”, diz um trecho do parecer. “Considerando que os dados colhidos não foram suficientes para caracterização dos supostos delitos investigados, mostra-se inócuo o prosseguimento do feito.”

Fábio Wajngarten é sócio da FW Comunicação e Marketing, especializada em publicidade para a televisão, e tem como clientes emissoras e agências que receberam verbas do governo federal.

Os contratos levantaram suspeitas sobre um possível conflito de interesses e levaram à abertura do inquérito para apurar se houve crime de peculato e advocacia administrativa.

“A conduta investigada não se ajusta à moldura dos tipos penais descritos nos dispositivos acima citados”, concluiu o procurador.

COM A PALAVRA, FÁBIO WAJNGARTEN

“O tão falado discurso de ódio das redes nada mais é do que a reação ao mau jornalismo. Fui vítima de tentativa de destruição da minha reputação, da minha história pessoal e profissional. Fui capa de jornal por mais de 45 dias, alternando com capa do maior portal do Brasil. Inúmeras ameaças, ligações anônimas com vozes metálicas. A justiça tardou porém reconstrói a minha biografia de vida nesse momento. Resta saber quem será a próxima vida desse jornalismo ativista, sem ética e sem nenhuma razão de existir.”