Bolsonaro é alvo de operação da PF e tem 24 horas para entregar passaporte

Ex-presidente é suspeito de integrar organização criminosa que orquestrou tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder

Bolsonaro é alvo de operação da PF e tem 24 horas para entregar passaporte

Ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de operação da PF. Foto: Marcos Corrêa/PR

Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (8). O ex-presidente é suspeito de integrar uma organização criminosa que tinha como objetivo aplicar um golpe de Estado para mantê-lo no poder. Ele também deve entregar o passaporte à polícia em até 24 horas. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. 

Agentes foram até a casa do ex-mandatário, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e apreenderam celulares de assessores ligados a ele. O passaporte não estava lá, por isso a determinação de entrega no prazo de um dia. “Saí do governo há mais de um ano e sigo sofrendo uma perseguição implacável”, declarou o ex-presidente à coluna da Folha. “Me esqueçam, já tem outro governando o país”.

A resposta à nova operação da PF foi feita em vídeo. Bolsonaro disse que está ainda se inteirando das buscas, apreensões e prisões, portanto, não pode dar mais declarações. “Estou tentando entender, parece que é um novo inquérito”, disse.

Os policiais cumprem 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em 10 estados e no Distrito Federal (DF). Dois ex-assessores de Bolsonaro, o coronel Marcelo Câmara e Felipe Martins, já estão presos. Além disso, estão proibidos de se comunicar, entregaram seus passaportes e devem se afastar de seus cargos públicos.

A operação

De acordo com a PF, as medidas judiciais estão sendo cumpridas nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

Há indícios de que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar que houve fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo do pleito, para assim viabilizar e legitimar uma intervenção militar.