Porto de Galinhas está em estado de sítio, diz vereadora

Dani Portela (PSOL) denunciou que a Polícia Militar vem praticando abusos e violentando manifestantes que protestam pela morte da menina Heloísa Gabrielle

sex, 01/04/2022 - 08:59
Divulgação/PMPE Policiais Militares se preparam para reforçar a segurança em Porto de Galinhas, a pedido do Governo Divulgação/PMPE

Em meio a onda de protestos pela morte de Heloísa Gabrielle, a criança de seis anos que foi atingida com um tiro de fuzil durante uma operação policial em Porto de Galinhas, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a vereadora do Recife, Dani Portela (PSOL), denunciou que a Polícia tem ameaçado moradores das comunidades do município. A parlamentar apontou que a tensão entre a população e as autoridades de segurança representa um estado de sítio.

Estado de sítio é uma medida que abre precedentes para que as liberdades individuais sejam temporariamente cerceadas. Nem o Governo do Estado nem a gestão local instituiram o instrumento.

A vereadora afirmou que os protestos dessa quinta (31) foram submetidos a mais de 12h de tiros da Polícia, e que viaturas e helicópteros sobrevoaram as comunidades do município para impedir a comunicação e divulgação das violências cometidas através do corte de sinal telefônico e de internet.

"Sob a falsa justificativa de combate à violência de gangues e ao tráfico de drogas, a Polícia tem sido autorizada a cometer todo tipo de barbaridades", denunciou em seu perfil nas redes sociais.



Reforço da segurança 

Ela criticou o envio de mais 250 policiais para a localidade pelo Governo do estado na noite de ontem e pediu que as forças de segurança sejam retiradas da localidade.



"Os moradores CLAMAM por justiça, pela retirada do policiamento ostensivo de Porto de Galinhas e a devida investigação pelos abusos de poder, ameaças, e assassinato das crianças e jovens da comunidade", cobrou.

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