Bolsonaro faz novas ameaças ao sistema eleitoral

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  • Bolsonaro faz novas ameaças ao sistema eleitoral

    Em evento do Governo, presidente declarou que contagem de votos deste ano será diferente. Mandatário também criticou indiretamente ministros do TSE e governadores do Nordeste

    por Vitória Silva qua, 30/03/2022 - 15:04
    Arquivo/Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar formato de apuração das eleições Arquivo/Agência Brasil

    A trégua entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a Justiça Eleitoral Brasileira parece ter chegado ao fim, após novas críticas e ameaças do mandatário ao sistema eleitoral, durante evento do Governo Federal nesta quarta-feira (30). Em discurso à população de apoiadores que compareceu a um evento do Desenvolvimento Regional em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, Bolsonaro disse que não permitirá que as Eleições 2022 sejam analisadas como as anteriores. 

    Novamente sem explicar apresentar uma justificativa ou provas de fraude, o presidente voltou a impor uma contagem alternativa dos votos. Sua proposta de voto impresso foi derrubada ainda no ano passado. "Podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos", disse, em referência a Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE; Edson Fachin, o atual; e Alexandre de Moraes, que será presidente nas eleições. 

    "Defendemos a democracia, a liberdade e tudo faremos até com sacrifício da nossa vida para que esses direitos sejam relevantes e cumpridos pelo nosso país", afirmou Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Lula (PT). "Cada vez mais a população entende quem está do lado do bem e quem está do lado do mal. Não é de esquerda contra direita, é de bem contra o mal. E o bem sempre venceu. E o bem vencerá. O bem está ao lado da maioria da população brasileira”, continuou. 

    O chefe do Executivo disse, também, que pegou o Brasil “arrebentado” nas questões “éticas, morais e econômicas”. Assim, fez também um novo aceno ao militarismo, pilar do seu governo que foi enfraquecido após diversos desentendimentos desde 2019. "Nós, militares, lá atrás juramos dar a nossa vida pela pátria e todos nós agora daremos a nossa vida pela nossa liberdade", disse. 

    Também de forma indireta, Bolsonaro acusou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), de ter “barbarizado” o país junto à mídia e outros governadores, durante a pandemia da Covid-19. 

    “Não só levamos em conta os parentes e amigos que perdemos, mas também a ação de muitos governadores e governadoras que barbarizaram junto à opinião pública. Pessoas que obrigaram o povo a ficar em casa, sem medir consequências, sem levar em conta que grande parte da população brasileira vive da informalidade, e não de salário fixo. Essas pessoas foram abandonadas por esses governadores e essa governadora”, completou, acompanhado de gritos pedindo “fora PT”. 

    Confira o discurso:

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