Ex-esposa conta que era estuprada por Pedro Eurico

A economista Maria Eduarda Marques de Carvalho relatou que recebia cuspidas e era forçada a manter relações sexuais ao longo dos 25 anos ao lado do ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco

Ex-esposa conta que era estuprada por Pedro Eurico

A economista Maria Eduarda Marques de Carvalho declarou que era estuprada constantemente pelo ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico. Nesse domingo (12), em entrevista ao Fantástico, ela fez revelações sobre episódios de agressão durante os 25 anos ao lado do gestor.

A primeira agressão ocorreu antes mesmo do casamento, lembra Maria Eduarda, que reatava a relação pelo comportamento gentil de Pedro, que costumava mandar flores como pedido de desculpas. “Tava dentro da minha casa e ele me pega pela cabeça, pelo pescoço, puxa meu cabelo, mete minha cabeça no armário do quarto e eu caio desfalecida”, recordou.

“Ele falava alguma coisa, eu não respondia e na hora ele virava a mão e me dava um murro, me chutava violentamente”, descreveu. 

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Dentre as violências físicas e psicológicas, que resultaram em nove boletins de ocorrência nos últimos 10 anos, ela conta que também era forçada a ter relações sexuais e chegou a ser cuspida pelo ex-marido.

“Me puxava violentamente, tirava minha roupa violentamente. Eu fazia ‘eu não quero agora’ e ele dizia que dava mais vontade. Eu chorava durante o ato”, contou.

De acordo com a economista, todas as queixas eram retiradas por pressão de Pedro, que chegava em casa com documentos prontos para serem assinados e encaminhados à delegacia. 

“Ele dizia que não ia me deixar em paz, que podia matar um filho meu ou então que ia acontecer um acidente comigo que ia parecer um acaso”, indicou.

A separação veio em fevereiro, quando ela deixou a casa que dividia com o ex-secretário e foi morar com a mãe. Em seguida, se mudou para um apartamento, o qual Pedro teria tentado invadir, segundo ela, em novembro. 

O fato resultou na última denúncia e na exposição do caso, segundo Maria Eduarda, por não suportar mais a “insistência doentia” de Pedro.

Ele se pronunciou em um vídeo e disse que os relatos da ex-esposa se tratam de uma manipulação para destruir sua imagem pública construída nos últimos 40 anos. “Tudo isso tem início em uma ação de divórcio onde se discute bens”. Pedro se colocou à disposição da Justiça para esclarecer as denúncias.

A Polícia Civil já assumiu o caso e indiciou o gestor por lesão corporal, estupro consumado e tentado, violência psicológica, perseguição e descumprimento de medida protetiva.

A economista rebate a explicação de Pedro e garante que já tinha casa própria e independência financeira antes da união.

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