Contra Bolsonaro, protesto ocupa Aprojosa em Brasília

Ação com 200 manifestantes ocupou sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja

qui, 14/10/2021 - 11:03
Reprodução/Instagram Manifestantes em ato na sede da Aprojosa Reprodução/Instagram

Vários movimentos que fazem parte da Via Campesina realizaram manifestação, nesta quinta-feira (14), ocupando a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprojosa), em Brasília, com ao menos 200 pessoas denunciando ações que o agronegócio faz ter relevância no crescimento da fome, da miséria e o aumento dos valores alimentícios no país. Nas placas e pichações estão expostas críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Bolsonaro financia a fome”, escreveram os manifestantes.

Participaram do protesto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Pastoral da Juventude Rural (PJR), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), a Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ) e Movimento das Pescadoras e Pescadores Artesanais (MPP).

Nas redes sociais, o MST publicou nota e chamou os simpatizantes da causa para participar de um tuitaço com a hashtag #ContraAFomeForaBolsonaro. “O agronegócio tem estimativa de lucro na faixa de R$ 1 trilhão ainda em 2021. A soja ocupa 4% do território brasileiro, equivalente a 36 milhões de hectares. Tudo isso em meio a uma pandemia que já matou mais de 600 mil pessoas. Em um país que sofre com mais de 20 milhões de trabalhadoras e trabalhadores famintos”, diz o texto.

“Bolsonaro vetou o Projeto de Lei 823/2021 (PL Assis Carvalho), uma iniciativa organizada pelos movimentos populares do campo para garantir a Soberania Alimentar no país através de subsídios e investimentos na agricultura familiar e camponesa. Isso demonstra que o governo Bolsonaro é o culpado pela miséria e pela fome dos brasileiros”, explicou a nota. “Bolsonaro se alimenta da nossa fome! BolsoAgro é fome, é tóxico, é fogo, é morte”, concluíram de forma dura.

 

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