Mourão foi aconselhado a ajudar no impeachment, diz jornal

Segundo a publicação, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) foi aconselhado por um general da reserva a abandonar o Governo Bolsonaro

sab, 31/07/2021 - 09:53
Marcelo Camargo/Agência Brasil Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante do agravamento da crise institucional que pressiona pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o vice Hamilton Mourão (PRTB) teria sido aconselhado a abandonar o Governo. Segundo publicação do Fórum, um general da reserva muito próximo a Mourão sugeriu a saída para viabilizar a destituição do chefe do Executivo.

De acordo com a reportagem, o vice-presidente foi aconselhado pelo amigo no início da semana, mas não deu indícios de apoio. Contudo, a posição teria sido reavaliada nos últimos dias após declarações de Bolsonaro sobre o braço direito do Governo Federal.

Na segunda (26), em entrevista à rádio Arapuan da Paraíba, o presidente afirmou que "o vice é uma pessoa importantíssima para agregar simpatias e o Mourão tem uma independência muito grande e por vezes atrapalha a gente". Ele ainda comparou o cargo com uma relação de parentesco. “É igual a cunhado. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado. Não pode mandar cunhado embora", acrescentou.

Durante o posicionamento, Bolsonaro indicou que pretende mudar de vice na chapa de 2022, com a presença de alguém "agregador", preferencialmente com maior tino político.

O mandatário chegou a revelar que escolheu Mourão de última hora, possivelmente com a intenção de ganhar um reforço da ala militar. “A escolha do meu vice na última foi muito em cima da hora, assim como a composição das bancadas, principalmente para deputado federal. Muitos parlamentares, depois de ganharem com o nosso nome, transformaram-se em verdadeiros inimigos. O vice é uma pessoa importantíssima para agregar simpatia. Alguns falam que um bom vice poderia ser de Minas Gerais, de um estado do Nordeste, de uma mulher ou de um perfil mais agregador pelo Brasil”, complementou.

No colo de Lira 

Como sucessor direto em caso de impeachment, nos bastidores, a figura de Mourão estaria sustentando a abertura do processo contra o presidente. Caso confirme a saída da gestão, o sucessor de Bolsonaro passa a ser o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que detém o poder de abrir o procedimento contra o mandatário.

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