Ciro sobre novo recorde de mortes: 'É atitude genocida'

“Os responsáveis por esse genocídio vão pagar penal e politicamente”, prometeu em pronunciamento nesta quarta (7)

qua, 07/04/2021 - 12:42
Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo Ciro Gomes durante passagem pelo Recife Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), voltou a criticar duramente, nesta sexta-feira (7), a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante do expressivo número de mortes causadas pela Covid-19. Na última terça-feira (6), o Brasil chegou à triste marca de 4.195 mortos pela doença, o maior número já registrado desde o começo da pandemia.

Para o pedetista, as mortes não são por acaso, mas sim, “consequência de uma atitude irresponsável, genocida, que não respeita sequer o luto trágico que estamos passando”. A opinião não é exclusiva do opositor do presidente e foi reproduzida por muitos internautas nas últimas 24h.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ciro disse: “4.195 irmãos e irmãs nossos morreram ontem. Isso não é obra do acaso. O Brasil tem três em cada 100 habitantes do planeta Terra, mas é responsável por 27 em cada 100 mortes. Qual é a explicação disso? Você precisa entender. Se essa média continuar, em duas semanas, o Brasil vai ter mais mortes que a bomba atômica de Hiroshima. Se essa média continuar, nós estaremos conseguindo chegar, em apenas um dia, a quantidade de mortos que aconteceu na principal batalha da Segunda Guerra Mundial, no Dia D, a invasão da Normandia. Isso não está acontecendo por acaso, é consequência de uma atitude irresponsável, genocida, que não respeita sequer o luto trágico que estamos passando”.

As imagens já têm quase três mil interações no Twitter e foram publicadas em sequência a uma série de críticas feitas ao governo de Jair Bolsonaro. Novamente, Ciro Gomes criticou o chefe de Estado por uma “falta de empatia” e por não se pronunciar adequadamente sobre as mortes. Ainda na terça (6), Bolsonaro havia ironizado o termo “genocida” e voltou a criticar as medidas restritivas, apesar do país enfrentar a pior crise de saúde dos últimos anos.

“Sabe o que o Bolsonaro está fazendo hoje, no dia seguinte aos 4.195 mortos? Viajou para Chapecó, para confraternizar com o prefeito, que a essa altura do campeonato faz elogios à Cloroquina, que também está matando por intoxicação. Nós precisamos garantir nesse momento uma mudança para salvar as vidas que ainda seja possível. Mas eu juro ao povo brasileiro, onde quer que eu esteja, nós vamos apurar os responsáveis por esse genocídio e eles vão pagar, penal e politicamente”, completou, em pronunciamento.

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Outra crítica

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) também se manifestou em seu perfil no Twitter, alegando que “repudia” a administração bolsonarista.

“4.195 mortes em 24 horas. Um recorde triste que nos deixa sem chão. Ao esforço dos profissionais de saúde e à comunidade científica, nossa gratidão. Ao sofrimento das famílias enlutadas, nossa solidariedade. Aos erros deliberadamente cometidos pelo governo, nosso repúdio”, acrescentou Silva.

 

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