Ambientalistas pressionam STF em defesa de manguezais

Campanha #RestingaEMangueFicam se opõe a decisão do Conama que extingue áreas de proteção permanente

por Lara Tôrres sab, 10/10/2020 - 15:25
Divulgação/Salve Barra de Jangada . Divulgação/Salve Barra de Jangada

Grupos de ambientalistas em todo o Brasil criaram a campanha #RestingaeMangueFicam, na última sexta-feira (9), pedindo que a decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que derrubou resoluções sobre proteção permanente em 1,6 milhão de hectares de áreas de restinga e manguezal, seja definitivamente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última semana, a ministra Rosa Weber, que é relatora do caso no STF, pediu explicações sobre as decisões do Conama ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Com o objetivo de pressionar pela suspensão das decisões do conselho, diversos grupos que lutam pela conservação do meio ambiente iniciaram a campanha, que em 30 horas conseguiu cerca de 100 mil assinaturas. 

Entre os grupos envolvidos na articulação, estão o Nossas, Salve Barra da Jangada, Engajamundo, O Cicli - Pedalando pelo Clima, Jovens pelo Clima, O Futuro que Queremos, Salve Maracaípe, Bate Papo com Netuno, Meu Recife, Amazônia na Rua (Recife), Xô Plástico, Instituto Verde Luz, Recife sem Lixo, 342 Amazônia, Gaitero Tour, Pescando Ciência e GreenGirl. 

"Esse governo negacionista e liberalista nos coloca na contramão do mundo quando se trata de discussões ambientais, a crise climática é real, os impactos causados pelos incêndios ininterruptos, a série de desmontes nas legislações ambientais e o desmantelamento das políticas públicas de proteção e preservação são incomensuráveis, a degradação ambiental é tamanha que inviabiliza sua capacidade de regeneração natural e pode não ter volta", afirma Eddie Rodrigues, membro do Fórum Ambientalista de Pernambuco. 

Por sua vez, Karina Penha, mobilizadora do Nossas, declarou que ações como a que o Conama propõe, em tempos de emergência climática, são inaceitáveis. “Permitir que decisões como essa sejam tomadas no momento em que se vive uma emergência climática por governos que nos seus discursos mundiais dizem se comprometer com o meio ambiente é inaceitável”, disse ela.

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