Eduardo instrui deputadas para evitar que sejam presas

Preocupado com a fragilização do "Gabinete do ódio", o deputado federal criticou a investigação voltada às fake news

por Victor Gouveia qua, 27/05/2020 - 12:47
Lula Marques Lula Marques

Com o principal escalão dos parlamentares bolsonaristas inclusos na investigação da Polícia Federal voltada ao combate de fake news, nesta quarta-feira (27), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) deu instruções às aliadas para evitar prisões. Além de políticos, militantes, apoiadores e sites de informação acusados de disseminar notícias falsas foram alvo da operação.

A ala responsável por confrontar a oposição e defender o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi classificado como "Gabinete do ódio". Preocupado com a fragilização da base política de apoio, Eduardo criticou a operação da PF e ressaltou as regalias da imunidade parlamentar para evitar a prisão das deputadas Carla Zambelli e Bia Kicis.

"Prezadas @CarlaZambelli38 e @Biakicis ,vale lembrar que deputado só pode ser preso mediante flagrante delito de crime inafiançável. Se for para ser ouvido o deputado é que marca hora e local. Quem não respeitar isso comete, no mínimo, abuso de autoridade", tuitou o filho 02 do presidente, que garantiu que os mandados de busca e apreensão desestabilizam a democracia.

Ele acusou o Judiciário de "morosidade" em relação à análise de crimes de corrupção e disse que a investigação é uma tentativa de constranger "conservadores" inocentes.

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