Após críticas, Bolsonaro volta a pedir fim do isolamento

Presidente usou o Twitter, na manhã desta quarta-feira (25), para reforçar a tese de que 'o Brasil não pode parar'

qua, 25/03/2020 - 08:20
Isac Nóbrega/PR Isac Nóbrega/PR

Depois do pronunciamento oficial feito na noite dessa terça-feira (24), em que contrariou todas as recomendações das autoridades sanitárias para este período de quarentena em razão do avanço da pandemia de coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, na manhã desta quarta-feira (25), em suas redes sociais, que o Brasil não pode parar.

Em um post divulgado em sua conta pessoal no Twitter, o mandatário disse que "38 milhões de autônomos já foram atingidos e se as empresas não produzirem não pagarão salários". E continuou: "Se a economia colapsar os servidores também não receberão. Devemos abrir o comércio e tudo fazer para preservar a saúde dos idosos e portadores de comorbidades."

No post, o presidente divulgou vídeo com uma foto em que aparece ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, com a seguinte frase: "O Brasil não pode acabar" para reiterar que o homólogo norte-americano está na mesma linha que ele, defendendo que os prejuízos da economia paralisada, com a quarentena, poderão ser mais danosos do que o próprio vírus.

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Críticas

A posição de Bolsonaro, em contrariar as determinações das autoridades sanitárias para a quarentena, recebeu muitas críticas, inclusive dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) que consideraram o pronunciamento do mandatário de equivocado. "O País precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República, disse Alcolumbre.

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