Bolsonaro: pais querem filho 'homem' e filha 'mulher'

Em transmissão ao vivo no Facebook, presidente criticou novamente livros anteriores e não condenou a ideologia de gênero

por Francine Nascimento ter, 07/01/2020 - 13:57
Reprodução/Facebook Presidente se reuniu com ministro da Educação e assessores do gabinete presidencial Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar sobre ideologia de gênero em transmissão ao vivo via Facebook, na manhã desta terça-feira (7). Na ocasião, Bolsonaro fez um balanço da educação no seu primeiro ano de mandato e, ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e de assessores do gabinete presidencial, afirmou que os pais querem o que o filho seja 'homem' e a filha, 'mulher'.

"Uma parte do eleitorado se simpatizou comigo na pré-campanha e na campanha tendo em vista a educação. Eu não vi discussão sobre ideologia de gênero. Isso, no meu entender, não é mais para ser discutido lá. O pai quer que o filho seja homem, que a filha seja mulher. Coisa óbvia, né? Que respeita a cultura dos pais", reiterou.

Weintraub reforçou a fala do presidente, dizendo que a escola ensina, mas é a família que é responsável pela educação dos filhos. "A gente ensina a ler, a escrever. Ensina o ofício. A gente espera que a família eduque as criança", ponderou o ministro que aproveitou para citar o projeto de leitura e família lançado pelo governo federal em dezembro do ano passado. Segundo o chefe da pasta, o programa busca valorizar o papel da família com as crianças."Sai o kit gay e entra a leitura em família", completou. 

Bolsonaro também não perdeu a oportunidade de, novamente, criticar os livros didáticos que eram distribuídos em governos anteriores e disse que os materiais “deseducavam a garotada”. 

Na semana passada, Bolsonaro condenou os materiais escolares oferecidos em anos que antecederam o seu governo. Segundo ele, os livros eram carregados de ideologias e ofendiam as famílias.

A live em questão foi feita em meio a rumores de Abraham Weintraub poderia não continuar à frente do ministério este ano. Contudo, Bolsonaro pareceu bem satisfeito com o trabalho do ministro, elogiando, inclusive, o papel do MEC no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019.

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