Tabata Amaral dá nota zero para Abraham Weintraub

Parlamentar criticou o discurso ideológico do governo de Jair Bolsonaro e disse que 2019 foi um ano perdido para a educação

por Francine Nascimento seg, 16/12/2019 - 13:19
Pablo Valadares/Agência Câmara Pablo Valadares/Agência Câmara

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) não está satisfeita com a gestão de Abraham Weintraub à frente do Ministério da Educação (MEC). Em entrevista ao jornal EL País, a parlamentar deu nota zero para o ministro e disse que, ao assumir um discurso ideológico, o governo cruza os braços para a educação.

 "Zero. Talvez, um. Fico só preocupada que não estou aqui só marcando um posicionamento de oposição. Trabalhando com dados oficiais, eu tenho dificuldade em dizer onde eles avançaram. Não vejo o que há de positivo na atual gestão do MEC", disse a pedetista, após ser indagada sobre que nota conseguia dar a Abraham.

De acordo com a deputada, a avaliação se deu com base no relatório da Comissão Externa da Educação da Câmara, da qual ela faz parte. No relatório, foi apontado que projetos importantes para a educação ficaram com execução orçamentária próximo de zero. 

"Na comissão olhamos para questões técnicas. Olhamos a execução orçamentária dos projetos e encontramos um projeto de ensino de jovens e adultos próximo de zero. Outro, com 1% de execução", observou.

Perguntada se o orçamento da educação teria sido cortado ou contingenciado de fato, a deputada disse que houve um pouco dos dois e enfatizou que o orçamento disponível e executado foi menor ao longo do ano.

“Tivemos um pouco dos dois. Quando falamos de contingenciamento, é uma prática normal de governos. O dinheiro dos impostos às vezes entra mais em um mês do que no outro. Então, não conseguiríamos liberar todo o caixa previsto para aquele ano para universidades, por exemplo. Isso é contingenciar. Agora, você diminuir o Orçamento, isso é corte. E tivemos dos dois. E os dois foram chamados de contingenciamento”, afirmou. 

Na opinião da parlamentar, o governo age com uma postura ideológica, o que fez com que a gestão falhasse com alunos e professores ao longo de 2019.  "Na nossa interpretação vem sendo um ano perdido para a educação", completou.

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