Humberto chama Bolsonaro e Guedes de 'dupla maldita'

Para o senador, o governo tem contribuído para o aumento da pobreza no Brasil

sex, 18/10/2019 - 08:50
Roque de Sá/Agência Senado Roque de Sá/Agência Senado

O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou no Plenário do Senado o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, comemorado nessa quinta-feira (17), e classificou de "vergonhosos" os dados relativos à miséria no país, destacando que a fome voltou a ser fazer parte da realidade do Brasil. Para Humberto, o governo tem contribuído para piorar a situação do povo brasileiro através de ações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, chamados de "dupla maldita" pelo petista.

O senador mencionou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo os quais o Brasil está entre os países mais desiguais do mundo.

"A renda do trabalho da parcela 1% mais rica já é quase 34 vezes o ganho dos 50% mais pobres. Isso significa dizer que o rendimento médio mensal da parcela de cima é de R$ 27,7 mil", afirmou.

O desemprego, que atinge mais de 13 milhões de pessoas, e a redução de programas sociais, como o Bolsa Família, têm empurrado milhões de cidadãos para a miséria, disse Humberto Costa. Além disso, ele mencionou a reforma trabalhista como mais um fator a contribuir para a desigualdade. Para o senador, a reforma da Previdência (PEC 6/2019)  também levará ao aumento da pobreza. "A extrema direita se alimenta da própria carne, mas é o mais pobre quem paga a conta", afirmou.

"Está aqui a conta. E o que eles propõem para resolver a crise no Brasil só vai aprofundar essa situação de miséria. Essa mesma pesquisa do IBGE mostra que, com o empobrecimento, com o aumento da desigualdade, a quantidade de famílias e de pessoas que dependem de aposentadoria, de pensão e de benefício de prestação continuada para sobreviver aumentou exponencialmente. E o que é que o Congresso Nacional fez, a pedido dessa dupla maldita, Bolsonaro e Paulo Guedes? Diminuiu, tirou pensão e aposentadoria da população", afirmou o parlamentar.

*Da Agência Senado

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