Carlos Bolsonaro pede licença da Câmara do Rio

No ofício em que faz o pedido, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não detalha o motivo do afastamento e salienta que a paralisação das atividades não será remunerada

ter, 10/09/2019 - 10:00
Renan Olaz/CMRJ Não há previsão do retorno de Carlos às atividades na Câmara do Rio Renan Olaz/CMRJ

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) pediu licença das atividades parlamentares na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A solicitação foi feita no último dia 6, mas o despacho do presidente da Casa, Jorge Felippe, foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (10). 

No ofício em que faz o pedido, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não detalha o motivo da licença e salienta que a paralisação não será remunerada. Contudo, Carlos cita o artigo 11, inciso I, do Regimento Interno da Câmara do Rio, que versa sobre afastamento para "tratar de assuntos particulares". 

O documento também não informa a previsão de retorno às atividades parlamentares. O tempo deste tipo de licença, segundo o regimento, não pode ultrapassar 120 dias por sessão legislativa.

Polêmica

Nessa segunda-feira (9), Carlos se envolveu em mais uma polêmica nas redes sociais ao afirmar que  “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”

Com histórico de defesa da época em que o Brasil viveu sob o regime militar, a fala de Carlos deu a entender que ele defendia uma ação ditatorial no país. 

A declaração rendeu críticas. O ex-candidato a presidente pelo PSOL, Guilherme Boulos, disse que o vereador poderia estar expressando o desejo do pai; a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) argumentou que pela censura e repressão não há avanços; e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, reagiu dizendo que “não há como aceitar uma família de ditadores” no comando do Brasil.

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