Ricardo Vélez: “única coisa insustentável é a morte”

Em resposta a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Educação afirmou que não pretende entregar o seu cargo

sex, 05/04/2019 - 12:32
Alan Santos/PR Vélez negou ter sido procurado por Bolsonaro para tratar de sua eventual demissão Alan Santos/PR

No ‘olho do furacão’ do Governo Federal, o ministro da Educação, Ricardo Vélez, afirmou nesta sexta-feira (5) que não pretende entregar o seu cargo. A afirmação foi feita em Campos do Jordão (SP) em resposta a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

 Durante um café da manhã com jornalistas, Bolsonaro disse que decidirá sobre o comando do Ministério da Educação (MEC) na próxima segunda-feira (8). "Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima", disse o presidente.

 Vélez negou ter sido procurado por Bolsonaro para tratar de sua eventual demissão. Questionado se considerava sua situação no MEC como insustentável, o ministro respondeu que "a única coisa insustentável é a morte."

 Bolsonaro já havia feito críticas públicas à gestão de Vélez, que tem sido marcada por uma série de recuos, polêmicas e demissões. Desde o começo de março, houve cerca de 20 mudanças de cargos importantes no ministério.

 Na semana passada, o presidente disse que as coisas "não estão dando certo" no MEC e que conversaria com Vélez após voltar da viagem a Israel. Apesar da série de declarações ideológicas, Vélez defendeu a tomada de decisões sem ideologia.

 "Temos que tomar decisões numa perspectiva técnica, científica e não ideológica", pontuou. Em uma fala, o colombiano discorreu sobre a necessidade de políticas para alfabetização de crianças e para atrair adolescentes para a escola, com ensino profissionalizante, como forma de diminuir a evasão.

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