Candidatura de Bolsonaro agrava a crise, diz D´Ávila

Pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB também falou que o deputado federal não é o centro da sua preocupação

por Taciana Carvalho qua, 08/11/2017 - 18:58
Reprodução/Facebook Deputada estadual também falou que a candidatura do PCdoB não trata-se de uma ruptura com o PT Reprodução/Facebook

A pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D´Ávila, em coletiva de imprensa no final da tarde desta quarta (8), disse que o partido acredita que a eleição de 2018 é um momento de debate para enfrentar a crise pela qual o país passa. A deputada estadual também falou que a candidatura do PCdoB não trata-se de uma ruptura com o PT, porque a relação entre ambas legendas é “fraterna”.

“A nossa candidatura tem a ver com os problemas do Brasil e não um debate entre os partidos, nós achamos que temos ideias e propostas para enfrentar as crises que o Brasil vive e por isso que lançamos a pré-candidatura”, ressaltou durante a entrevista. 

Questionada se estava preparada para enfrentar o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSC), ela foi direta ao responder que estava preparada para a eleição. “Bolsonaro é um candidato, mas ele não é o centro da minha preocupação, o centro da minha preocupação é apresentar saídas para a crise que o Brasil enfrenta”.

Manuela D´Ávila falou que Bolsonaro não aponta saídas para a crise e afirmou que “o contraponto a Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro”. “Acho que a eleição de 2018 será de debate de saídas para a crise e, na minha opinião, a candidatura do deputado Jair Bolsonaro não aponta saídas para a crise, ela agrava a crise que o Brasil vive. Por isso eu tenho a avaliação de que o adversário ou a antítese de Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro”. 

“Quando chegar o momento da eleição e tivermos que discutir qual é a política mesmo para a segurança pública, para a retomada da economia, certamente não será o ódio e a desconstrução das instituições brasileiras que pautará nosso processo eleitoral. Essa é a minha esperança”, ressaltou. 

A parlamentar enfatizou que a disputa de 2018 deve ter a presença do ex-presidente Lula. “Nós achamos que a ausência dele no cenário eleitoral agravará a crise institucional que o Brasil vive e nós precisamos construir saídas”. 

Aos 36 anos, ela disse que sua idade não é impedimento para entrar na corrida eleitoral. “Temos 40 mil brasileiros, sobretudo negros, que não chegam a minha idade vítimas da violência, principalmente nos grandes centros urbanos. Portanto, dizer que sou muito jovem para qualquer desafio é desconhecer a realidade do Brasil e de como vive a juventude brasileira. Não acho que esse seja um problema”.

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