Dilma sai em defesa de democracia e economia brasileiras

Presidente disse que o governo está se esforçando no combate à corrupção e em ações para a retomada do crescimento do país

por Dulce Mesquita seg, 28/09/2015 - 13:04 Atualizado em: seg, 28/09/2015 - 13:07
Roberto Stuckert Filho/PR Diante de chefes de Estado e de governo e representantes de 180 Estados-membros, Dilma disse que o Brasil não tolera a corrupção Roberto Stuckert Filho/PR

Em um momento de crise política e econômica nacional, a presidente Dilma Rousseff usou o pronunciamento feito durante a 70ª Assembleia-geral das Nações Unidas para defender às ações do governo no combate à corrupção e para a retomada do crescimento do país. O discurso ocorre na semana em que deve ser concluída e anunciada a reforma administrativa, que visa reduzir os gastos e tornar a gestão mais eficiente.

Diante de chefes de Estado e de governo e representantes de 180 Estados-membros, Dilma disse que o Brasil não tolera a corrupção. “Os avanços que logramos nos últimos anos foram obtidos num ambiente de consolidação e aprofundamento da nossa democracia. Graças à plena vigência da legalidade e ao rigor das instituições democráticas, o funcionamento do Estado tem sido escrutinado de forma firme e imparcial pelos poderes e organismos públicos encarregados de fiscalizar, investigar e punir desvios e crimes”, pontuou.

“A democracia brasileira se fortalece quando a autoridade assume o limite da Lei como o seu próprio limite. Nós os brasileiros queremos um país em que a Lei seja o limite”, disse ela. “Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo as suas atribuições, sem ceder a excessos; em que os juízes julguem com liberdade e imparcialidade, sem pressões de qualquer natureza e desligados de paixões político-partidárias, jamais transigindo com a presunção da inocência de quaisquer cidadãos”.

A presidente ainda saiu em defesa da democracia e liberdade de expressão. “Queremos um país em que o confronto de ideias seja feito em um ambiente de civilidade e respeito. Queremos um país em que a liberdade de imprensa seja um dos fundamentos do direito de opinião e a manifestação de posições diversas direito de todos os brasileiros”.

Para ressaltar que não compactua com a impunidade, Dilma defendeu que “as sanções da Lei deve cair sobre todos aqueles que praticam e praticaram atos ilícitos, respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa”.

Economia

Em resposta direta ao mercado internacional, a presidente repetiu o discurso que vem fazendo no Brasil de que o país passa por um “período de transição para um novo ciclo de expansão profundo, sólido e duradouro”. Para ela, o país tem plena capacidade de “superar as dificuldades atuais e avançar na trilha do desenvolvimento". “Hoje a economia brasileira é mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos", sustentou.

Dilma Rousseff defendeu ainda que o país continue pensando no desenvolvimento sustentável, em que o foco não seja apenas na recuperação da economia, com a geração de emprego e renda, mas também com as questões ambientais e com a inclusão social. "Esperamos que o controle da inflação, a retomada do crescimento e do crédito contribuirão para uma maior expansão do consumo das famílias".

A presidente lembrou ainda que o governo está fazendo um esforço para manter o equilíbrio fiscal e controlar a inflação, sem citar diretamente, mas fazendo referência também à reforma administrativa, que deverá ser concluída e anunciada nesta semana, quando ela retonar ao Brasil. “Estamos reequilibrando o orçamento e fazendo forte redução de despesas e até dos investimentos”. “Essas são as bases para este novo ciclo de crescimento e desenvolvimento, baseado no aumento da produtividade e na geração de mais oportunidades de investimento para empresas e de empregos para os cidadãos”, finalizou.

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