Adolescente sobrevive a segunda queda de parapente 13 dias após primeiro acidente

No último dia 11, o piloto do primeiro voo de Dafiny, de 13 anos, teve um mal súbito no ar e ambos despencaram de uma altura de 20 metros. Nesse sábado (24), uma falha na decolagem provocou uma nova queda; jovem sofreu ferimentos leves nas duas ocasiões

Adolescente sobrevive a segunda queda de parapente 13 dias após primeiro acidente

Dafiny, que sobreviveu a dois acidentes com parapente, e a mãe, Denise. Foto: TV Globo/Reprodução

A adolescente Dafiny do Carmo, de 13 anos, sobreviveu ao segundo acidente com parapente em menos duas semanas. A jovem é de Sete Lagoas, cidade a 70 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte. Em 11 de fevereiro, dia em que Dafiny realizaria o sonho de voar de parapente pela primeira vez, o piloto do voo teve um mal súbito no ar e os dois caíram a uma altura de 20 metros. O homem morreu na queda, mas a acompanhante sobreviveu, sofrendo apenas arranhões.

No último sábado (24), a jovem tentou, novamente, realizar o voo. Durante a tentativa, ela e o homem responsável pelo passeio caíram. O acidente aconteceu 13 dias após a primeira queda e, mais uma vez, Dafiny sofreu apenas escoriações leves.

Desta segunda vez, a altura da queda foi menor – cerca de cinco metros, de acordo com o Corpo de Bombeiros -, o que influenciou no desfecho. Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o piloto não teria conseguido pegar a corrente de ar adequada “ao tentar alçar voo”, e então a queda ocorreu. O acidente aconteceu no talude próximo à pista de voo, na Serra Santa Helena, ponto turístico da cidade.

Dafiny machucou o braço e deu entrada em um hospital, mas teve alta no mesmo dia. De acordo com a corporação, o piloto apresentou dor no tórax e foi internado. A alta dele estava prevista para o domingo (25), mas o estado de saúde e a liberação médica não foram confirmados.

O primeiro acidente

O piloto Gilbero Araújo, de 50 anos, morreu minutos após dar início a um voo de parapente junto à jovem Dafiny, no último dia 11. Ele, que tinha mais de 20 anos de experiência em voos do tipo, conheceu a jovem e a mãe dela, Denise, enquanto as duas vendiam doces pela Serra de Santa Helena, ponto mais alto da cidade de Sete Lagoas e local de onde os voos de parapente locais costumam decolar.

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, nesse domingo (25), Dafiny relembrou a gentileza de Gilberto, que comprou doces com a adolescente e elogiou o trabalho da jovem e de sua mãe. Neste momento, a vendedora de doces expressou que tinha o sonho de voar de parapente. Horas após o primeiro encontro com o piloto, mãe e filha retornaram à Serra, e Gilberto decidiu que tornaria o sonho de Dafiny realidade. A mãe, Denise, autorizou o passeio.

As últimas palavras de Gilberto foram “é muito bom, não precisa ter medo”, na tentativa de aliviar o medo da acompanhante. Depois disso, Gilberto não falou mais nada e ela precisou pedir por ajuda. O piloto morreu, de forma abrupta, antes de aterrissar. Eles caíram de uma altura de 20 metros, mas os galhos de uma árvore amenizaram a queda.