Secretário de Defesa Social diz que atraso em shows no Recife afetou atuação policial

Abertura do Carnaval foi marcada por chuva, atrações atrasadas e tentativa de latrocínio no Centro da capital pernambucana

Secretário de Defesa Social diz que atraso em shows no Recife afetou atuação policial

Reunião do Governo de Pernambuco/SDS-PE na sede do CICCE, para acompanhamento das ações de segurança no Carnaval. Foto: Victor Gouveia/LeiaJá

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, criticou a organização dos shows de abertura do Carnaval do Recife pelos atrasos na noite dessa quinta-feira (8). Segundo o chefe da pasta de segurança, o atraso provocou um descontrole no planejamento da operação policial no maior polo de Carnaval do estado. O efetivo teria se concentrado no Recife Antigo por mais tempo do que o planejado, deixando outras áreas com menor cobertura policial.

Por volta das 5h30 desta sexta-feira (9), logo após o encerramento do evento de abertura, um turista de 52 anos foi esfaqueado na Rua Sete de Setembro, no Centro do Recife, durante uma tentativa assalto. Ele chegou a ser admitido em uma unidade hospitalar, mas recebeu alta e não corre perigo, segundo o secretário.

“O policiamento foi voltado para um evento que deveria ter terminado, no máximo, três da manhã, para ter o respaldo. Isso não ocorreu. Você tem todo um efetivo policial que está trabalhando desde o pôr do sol e que já deveria ter ido para casa. Isso dilui todo o esforço que a gente tem. O policial também é humano, ele cansa”, declarou Alessandro de Carvalho durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICCE), na manhã desta sexta-feira (9).

Na noite da quinta-feira (8), Gilberto Gil e Raphaela Santos seriam os últimos shows do evento. Previsto para entrar antes da meia-noite, Gil só conseguiu subir ao palco por volta das 2h, após atrasos consecutivos das atrações anteriores. Já o show de Raphaela Santos, que durou cerca de 1h30, terminou quase às 5h.

“Nós vamos intensificar nossa ação junto com as prefeituras para que, à medida que o cronograma não for cumprido, nós teremos efetivo lá para negociar a redução do tempo de show das próximas atrações, de forma que a gente saiba que há horário para começar e para terminar. O que eu preciso passar como mensagem é: o Carnaval é um evento de todos – prefeitura, Governo do Estado – e para todos, então, o compromisso com segurança deve ser não só de quem faz polícia, mas de quem organiza o evento”, destacou o titular da SDS. Ele acrescentou: “Os horários devem ser respeitados […] e o planejamento não muda, mas o cumprimento do que é pactuado com as forças de segurança”.

Greve da Polícia Civil

Alessandro Carvalho abordou também o anúncio de greve da Polícia Civil. A categoria anunciou paralisação de 24 horas esta semana e ainda decide se haverá permanência de greve. Na Justiça, a decisão do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) não foi aceita; o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou, sob multa diária de R$ 300 mil, que o Sinpol encerre imediatamente o estado de greve.

“O Tribunal de Justiça já deu a decisão de que a greve é ilegal, isso é de conhecimento público. O presidente do Sinpol já foi citado na tarde de ontem e marcou uma assembleia hoje, mas eu não vejo outra solução além de acatar a decisão. Independente disso [greve], nós temos planos de contingência. O chefe de polícia já me apresentou escalas nominais com os profissionais que devem trabalhar e os plantões da Polícia Civil durante o Carnaval estão garantidos”, disse o secretário.

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