Carnaval e saúde: veja dicas para se manter saudável nos dias de folia

Em conversa ao LeiaJá, o médico Orisvaldo Gonçalves trouxe orientações para foliões que irão curtir os dias de folia

Carnaval chegou e com ele alguns cuidados para se manter saudável nos dias de folia são essenciais. Se você é aquele certinho do rolê que faz questão de aproveitar a festa sem colocar a saúde de lado, saiba o que os especialistas já estão recomendando para se aproveitar esse período com proteção. Em entrevista ao LeiaJá, o médico da família e professor Orisvaldo Gonçalves trouxe orientações para foliões como você, que não perde as passagens dos blocos, agremiações e trios.

Principais riscos à saúde

1. Desidratação

Com a previsão do tempo indicando que as principais cidades polos do Carnaval irão atingir altas temperaturas nos dias dos festejos, os kits de sobrevivência do folião não podem dispensar a garrafinha de água e aquele boné, que já está há um tempo guardado no armário.

Segundo Orisvaldo, a ingestão de água é a melhor forma de prevenir a desidratação, que é quando o corpo perde mais água do que ingere. O líquido liberado na transpiração faz com que o folião “perca sais minerais importantes para o seu organismo como sódio, potássio, magnésio e cloro”, sendo assim, o médico recomenda o consumo de isotônicos, que são repositores desses minerais.

“Sem dúvidas, a ingestão de água é a melhor forma de prevenir a desidratação, para isso deve-se ingerir pelo menos de dois a três litros de água por dia, o que irá ajudar no bom funcionamento dos rins, na digestão e no bom funcionamento do intestino. Também é importante o consumo de isotônicos que repõe de forma rápida os minerais e o líquido no organismo”, pontua.

2. Insolação

Assim como a desidratação, a insolação é outro problema causado pela exposição prolongada ao sol e ao calor. Ela pode estar associada a sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea, pele vermelha e quente, suor excessiva e, em casos mais graves, desmaio e desorientação.

Para evitar sintomas como esses, Orisvaldo Gonçalves recomenda que as pessoas se mantenham hidratadas, usem roupas leves, apliquem protetor solar no corpo, procurem áreas com sombra e evitem a exposição direta ao sol por longos períodos.

O médico também enxerga como fundamentais as pausas frequentes em locais mais frescos. Além disso, ele pede que seja evitado o consumo excessivo de bebida, pois o álcool pode aumentar o risco de desidratação.

3. Ressaca

Além de contribuir para a desidratação e prejudicar a coordenação motora, a bebida em excesso pode causar um dos maiores receios para os que não abrem mão do álcool: a ressaca.

De acordo com o doutor, a ressaca “ocorre principalmente pelos efeitos desidratantes e inflamatórios que o álcool causa no organismo”.

“Isso ocorre, principalmente, pela ingestão acima do habitual, sobrecarregando o fígado, o qual é responsável pela eliminação das toxinas do corpo. O mais recomendado é o consumo moderado, intercalando com água e nunca com o estômago vazio. Isso diminuirá o risco de embriaguez e o desenvolvimento de sintomas gastrointestinais, tonturas, entre outros”, afirma.

4. Doenças

Seja nas ladeiras, nas ruas, no sambódromo ou nos camarotes, independentemente do local que você vai curtir o seu carnaval, é preciso que siga as recomendações médicas. Os especialistas pedem que os foliões fiquem de olho em doenças que podem ser transmitidas durante os festejos, como é o caso da Covid-19 e da dengue.

Em casos de Covid-19, as pessoas que apresentam sintomas gripais precisam respeitar o isolamento social para que, assim, se recuperem dos sintomas e evitem transmitir o vírus para outros brincantes. A realização do exame de Covid-19 também é fundamental, assim como manter o cartão de vacinação contra a doença em dias.

Nos casos de dengue, os cuidados também devem ser redobrados. O médico Orisvaldo Gonçalves diz que a melhor forma de evitar a doença é utilizando roupas mais compridas, como calças e camisas UV. Porém, devido a impossibilidade de usar essas vestimentas nos dias de festa, o doutor pede que as pessoas “abusem do uso dos repelentes”.

“Reaplique pelo menos a cada 2 a 4 horas, principalmente se estiver suando muito. Em caso de apresentação de sintomas como febre, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nos olhos, procure atendimento médico o quanto antes”, recomenda.

Outras doenças, como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), também geram preocupações neste período do ano. Sendo assim, o LeiaJá conversou com a médica infectologista Sara Veras que deu dicas de como se prevenir dessas infecções causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos transmitidos por meio do contato sexual desprotegido com uma pessoa que esteja infectada.