Maceió: velocidade de afundamento do solo desacelera

A velocidade, que chegou a 5 centímetros por hora em fases mais críticas, agora está em 0,7 cm/h

Maceió: velocidade de afundamento do solo desacelera

A velocidade com que o solo tem afundado por causa da mina da Braskem, em Maceió (AL) tem diminuído, disse o prefeito da cidade, João Henrique Caldas (PL), ao citar o último boletim da Defesa Civil. A velocidade, que chegou a 5 centímetros por hora em fases mais críticas, agora está em 0,7 cm/h. “Temos uma tendência de diminuição de afundamento naquela região”, disse JHC, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo ele, apenas um dos doze DPGSs (Differential Global Positioning System) – aparelhos que medem o afundamento do solo e monitoram a região da mina – está em alerta máximo. Antes, seis receptores chegaram a ser acionados. Os tremores de terra também reduziram “consideravelmente”, de acordo com o prefeito.

“Não podemos afirmar que vai estabilizar, mas esse é um caminho para a estabilização. Estamos vencendo um dia de cada vez para podermos juntos sairmos dessa situação”, completou JHC.

O último boletim disponível da Defesa Civil de Maceió indica que o deslocamento vertical acumulado na mina é de 1,56 cm e a movimentação nas últimas 24h foi de 13 cm. O órgão ainda registrou um tremor de terra de magnitude de 0,89 a cerca de 300 metros de profundidade na madrugada deste sábado, 2.

A cidade ainda está em alerta máximo por causa do risco iminente de colapso da mina da Braskem, localizada na região do antigo campo do CSA, no bairro Mutange. A região foi desocupada e a recomendação é de que a população não transite na área. O abalo foi causado pelo deslocamento do subsolo pela extração de sal-gema, um cloreto de sódio que é utilizado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila (PVC).

A prefeitura decretou estado de emergência, o que foi reconhecido por uma portaria do governo federal, em Diário Oficial.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, permitiu à Prefeitura de Maceió tomar um empréstimo de US$ 40 milhões junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). O recurso servirá para o executivo municipal dar uma resposta ao maior desastre ambiental do Brasil já registrado em área urbana.