Irã acusa EUA de de exercer "política de desestabilização"

'Após o fracasso dos Estados Unidos na militarização e sanções, Washington e seus aliados recorreram à política fracassada de desestabilização', afirmou Raisi durante uma reunião de cúpula no Cazaquistão

qui, 13/10/2022 - 12:07
- Captura de tela de vídeo mostra manifestantes sendo agredidas pelas forças de segurança iranianas na cidade de Rasht, na província de Gilan, norte do país, em 12 de outubro de 2022 -

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, acusou nesta quinta-feira o governo dos Estados Unidos de exercer uma "política de desestabilização" contra o Irã, país que registra uma onda de manifestações após a morte da jovem Mahsa Amini.

A iraniana de 22 anos morreu em 16 de setembro, três dias após sua detenção pela polícia da moral de Teerã por supostamente ter violado o rígido código de vestimenta das mulheres na República Islâmica.

"Após o fracasso dos Estados Unidos na militarização e sanções, Washington e seus aliados recorreram à política fracassada de desestabilização", afirmou Raisi durante uma reunião de cúpula no Cazaquistão, de acordo com seu gabinete.

Os iranianos "invalidaram a opção militar americana e (...) provocaram uma derrota humilhante à política de sanções e pressão máxima", acrescentou.

O governo dos Estados Unidos impôs uma série de sanções contra o Irã desde que o ex-presidente Donald Trump determinou a saída unilateral, em 2018, do acordo nuclear entre Teerã e as principais potências mundiais (Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia).

"O que causa o sucesso do povo iraniano e aterroriza as potências dominantes é a atenção da nação ao progresso baseado em sua força interna", disse Raisi.

O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, também acusou Estados Unidos e Israel, arqui-inimigos do país, de fomentar os "distúrbios".

"As ações do inimigo, como a propaganda, a tentativa de influenciar mentes, estimular a excitação, o fomento e até o ensino da fabricação de materiais incendiários, estão agora completamente claras", disse Khamenei na quarta-feira.

Os protestos deixaram dezenas de mortos e centenas de pessoas foram detidas.

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