Soldado ucraniano agradece ajuda ao destruir tanque russo

O governo britânico informou que entregou mais de 3.600 dessas armas às forças ucranianas que lutam contra o exército russo

Viktor, um soldado ucraniano, saboreou sua vitória no sábado (12), mostrando aos jornalistas um tanque russo destruído por um míssil antitanque britânico.

O exército russo interrompeu seu avanço nas proximidades ocidentais de Kiev, perto de Irpin, e Viktor, que não quer que seu sobrenome seja conhecido, aproveitou para mostrar seu sistema antitanque NLAW, abreviação de Next Generation Antitank Weapon, e um capacete russo.

“Esse foi atingido por este dispositivo magnífico”, disse ele, dirigindo-se aos destroços do veículo blindado. “E quero agradecer aos nossos colegas britânicos que estão nos ajudando”.

O governo britânico informou que entregou mais de 3.600 dessas armas às forças ucranianas que lutam contra o exército russo, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro. É considerado um dos sistemas mais avançados usados pelos militares ucranianos.

Unidades blindadas russas que se aproximam da capital e de outras cidades ucranianas são frequentemente apanhadas em emboscadas realizadas com esses dispositivos ou outros mísseis fornecidos pelos países-membros da Otan.

Perto do tanque destruído, Viktor também mostra à AFP um casaco militar, que ele diz ter sido abandonado pelo motorista de tanque russo, que fugiu. Mais cedo, ao lado de um corpo vestido com uniforme russo caído de bruços em uma área arborizada em Irpin, um capacete ensanguentado foi encontrado.

Irpin e Bucha são duas cidades a oeste de Kiev que foram alvo de violentos bombardeios por vários dias, causando inúmeras vítimas entre os habitantes que tentavam fugir. As autoridades ucranianas criaram corredores humanitários para retirá-los para Kiev.

Até agora, o exército russo não conseguiu cercar completamente a capital e várias colunas blindadas foram fortemente danificadas, atrasando a ofensiva russa.

“Atualmente, as forças armadas ucranianas controlam a maior parte da cidade”, diz Viktor. “Mais cedo ou mais tarde, pessoalmente acho que vamos mandar todos de volta para a fronteira”, completou.