Sem acordo, manifestantes decidem permanecer nos Correios

Moradores de uma ocupação do Bairro do Recife estão acampados na sede dos Correios, localizado na Avenida Guararapes em ato por moradia. Após conversa com gestor da instituição, eles decidiram manter-se no local

por Paula Brasileiro qua, 22/09/2021 - 13:56
Arthur Souza/LeiaJá Imagens Os manifestantes decidiram permanecer no local por tempo indefinido. Arthur Souza/LeiaJá Imagens

Após pouco menos de duas horas de ocupação na sede dos Correios, na Avenida Guararapes, centro do Recife, nesta quarta (22), uma comissão formada por seis lideranças da Frente Popular por Moradia no Centro, foi chamada para uma negociação com o gestor do local. A conversa, no entanto, não resultou em um acordo entre as partes e os manifestantes decidiram permanecer no local por tempo indeterminado.

O ato, iniciado na manhã desta quarta (22), no Bairro do Recife, mobilizou cerca de 150 famílias que foram despejadas, na última segunda (20), de uma ocupação instalada em uma propriedade dos Correios na Avenida Marquês de Olinda. Os manifestantes pedem a sanção do Projeto de Lei (PL) que impede despejos em Pernambuco durante a pandemia. Após uma caminhada, eles ocuparam o prédio dos Correios da Avenida Guararapes, no centro da capital pernambucana. 

Após conversa entre as lideranças do movimento Frente Popular por Moradia no Centro e o gestor dos Correios, o grupo decidiu permanecer no local tendo em vista que as partes não chegaram a um acordo. “Os Correios não quer entrar em acordo com a gente. O que eles disseram lá dentro foi que tirasse vocês daqui pra gente poder subir. Então, as famílias não vão sair daqui e a gente vai acampar aqui mesmo. A gente vai dormir é aqui”, disse Thais Maria da Silva, uma das líderes do movimento. Por volta das 11h15, o atendimento na agência do serviço postal foi suspenso em virtude da manifestação. 

Nota

A empresa informa que está acompanhando o caso e que já acionou os órgãos de segurança pública para garantir a proteção dos empregados, clientes e do patrimônio público. Quanto à destinação do prédio do Centro Cultural Recife, cabe esclarecer que o edifício faz parte de um abrangente estudo de otimização da carteira imobiliária da estatal. Dessa forma, não há como prever qual será a ocupação futura do imóvel.

*Com informações de Paulo Uchôa

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