PM é presa por recusar estender horário para amamentar

Tatiana Alvez não quis estender as horas de trabalho pois precisava amamentar o filho pequeno e acabou recebendo voz de prisão. O caso aconteceu em São Luís, no Maranhão

por Paula Brasileiro ter, 21/09/2021 - 11:18

Uma soldado da Polícia Militar do Maranhão recebeu voz de prisão por recusar-se a passar do horário de trabalho. Tatiana Alvez fazia policiamento ostensivo a pé em um evento na capital maranhense e alegou não poder estender o serviço pois ainda amamenta o filho de dois anos. Sendo assim, ela acabou sendo levada em uma viatura Comando Geral da Polícia Militar, onde foi presa em flagrante por desobediência, no dia cinco de setembro.

Segundo Tatiane, ela trabalhava durante uma festa no Centro Histórico de São Luís, em comemoração ao aniversário da cidade, com um turno que deveria terminar às 20h. Em entrevista ao jornal O Globo, a soldado relatou que ela e outros colegas foram informados que deveriam estender o serviço até o final do evento. Precisando voltar para casa para amamentar o filho pequeno, a oficial acabou recebendo voz de prisão. “A gente recebeu a informação de que o nosso horário iria até o término do evento, que poderia ser 11h, meia noite. E durante esse tempo que a gente estava de serviço, a gente não recebeu nenhum tipo de alimentação e eu já não tinha condições físicas de permanecer no serviço. O meu filho também precisava ser amamentado”.

A oficial contou, ainda, que tentou conversar com o comandante da equipe, tenente Mário Oliveira, porém, de acordo com ela, o superior não quis ouví-la. “Ele falou para mim que se eu não cumprisse a determinação dele que eu seria presa. Eu respondi pra ele que então eu seria presa porque não conseguiria permanecer no serviço e de imediato ele solicitou a viatura para me encaminhar até o Comando Geral da Policia Militar do Estado do Maranhão para que eu fosse conduzida por flagrante delito pelo crime de desobediência. Infelizmente, eu fiquei presa por um dia até ter um alvará de soltura”.

Ao deixar a prisão, Tatiane foi transferida para outro batalhão e acabou pedindo licença para submeter-se a um tratamento psicológico. Agora, foi instaurado um inquérito policial militar para investigar o caso. O Ministério Público também acompanha a investigação. A PM abriu uma página no Instagram para denunciar outros casos como o dela. “Eu não esperava essa repercussão toda que está tendo, mas se aconteceu tudo isso tem um objetivo. Deus não dá um fardo que a gente não possa carregar.

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