Garota 'chora sangue' e família tenta descobrir mistério

Adolescente de 15 anos já passou por diversos hospitais, mas médicos não conseguem o diagnóstico exato

por Jameson Ramos sex, 18/09/2020 - 18:47
Arquivo pessoal Família não descobriu o que acontece com a garota Arquivo pessoal

Na cidade de Adolfo, interior de São Paulo, familiares de uma adolescente de 15 anos estão procurando respostas que possam explicar por que a jovem começou a "chorar sangue". Segundo Juliana Teixeira de Miranda, 36 anos, tudo começou quando a filha passou mal no último sábado (12). Reclamando de dores na barriga, ela foi levada para uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

À TV Tem, a mãe revela que a adolescente foi atendida e liberada, sem maiores esclarecimentos. "No domingo (13), ela acordou com lágrimas de sangue saindo de um dos olhos e veio conversar comigo, assustada com a situação", explica.

A garota ainda foi levada para um posto de saúde, mas como não sentia dor, foi mais uma vez liberada. Horas depois, as lágrimas de sangue começaram novamente a sair dos olhos da menina, o que preocupou ainda mais a família.

Novamente foi levada para um posto de saúde, onde decidiram transferi-la para a Santa Casa de José Bonifácio, São Paulo, onde uma médica afirmou que não poderia ajudar com o caso. "Porque minha filha não estava sentindo nenhum tipo de dor. Em seguida, encaminharam-na para outro hospital", explica Juliana.

No mesmo dia a adolescente foi levada para o Hospital de Base de São José do Rio Preto. A mãe da menina confirma que mais uma vez, apenas exames foram feitos, mas nada descoberto. Na segunda-feira (14), a menina foi liberada mais uma vez. Os familiares salientam que vão fazer o que puderem para descobrir o que está acontecendo com a menina. 

Hemolacria

Nada ainda foi confirmado, mas a garota pode estar sofrendo de Hemolacria, que é o nome dado a presença de sangue nas lágrimas, podendo ocorrer, segundo o site Tudo de Medicina, em doenças do aparelho lacrimal. Esse é um quadro clínico muito raro, podendo acontecer em algumas situações como traumas oculares, tumores vasculares conjuntivais, tumores de glândula ou saco lacrimal, entre outros traumas.

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