5 personalidades negras que vale a pena conhecer

De líderes a romancistas, suas histórias de vida e suas realizações merecem ser valorizadas

por Junior Coneglian ter, 30/06/2020 - 17:47

O antropólogo Kabengele Munanga, professor do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências e Humanidades da USP, afirmou que ‘’parece que os negros não têm passado, presente e futuro no Brasil, parece que sua história se limita à escravidão".

Pensando nisso, o LeiaJá escolheu 5 personalidades negras brasileiras que vale a pena conhecer.

1 – Dandara dos Palmares

Não há registro que do local e nem data de nascimento de Dandara. Acredita-se que ela foi levada ao Quilombo dos Palmares ainda criança. Lá teria aprendido a caçar, a lutar capoeira e a manusear armas. Foi uma das líderes do exército feminino em Palmares e mulher de Zumbi, com quem teve três filhos. Após a tomada do Quilombo pelos portugueses, em fevereiro de 1694, Dandara cometeu suicídio para não ser capturada e voltar à escravidão.

 

2 – Milton Santos

Milton Santos foi um geógrafo brasileiro, reconhecido mundialmente. Nascido em 1926 em Brotas de Macaúbas, na Bahia, ele era filho de dois professores primários e se formou em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Santos foi o precursor da pesquisa geográfica na Bahia e, na década de 1990, tornou-se o único pesquisador brasileiro a ganhar o Prêmio Vautrin Lud, considerado o prêmio Nobel da Geografia. No mesmo período, ganhou um Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, pelo livro "A Natureza do Espaço", lançado em 1996.

 

3 – Carolina Maria de Jesus

Carolina nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 1914. De família pobre, ela cursou apenas os primeiros anos do primário, quando se mudou para São Paulo em 1937 para trabalhar como doméstica. Nesse período ela mantinha um diário em que relatava o seu dia a dia como moradora do Canindé, bairro de São Paulo. Em 1958, após fazer uma reportagem no local, o jornalista Audálio Dantas conheceu Carolina e leu seus 35 diários. Dois anos depois, o conteúdo desses diários foi publicado com o título de ‘’Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada.’’ A obra vendeu mais de 100 mil exemplares em 40 países e foi traduzida em 13 línguas.

 

4 – Lima Barreto

Nascido Afonso Henrique de Lima Barreto, em 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, Lima Barreto cursou a Universidade de Engenharia, porém a abandonou em 1902 para cuidar de seu pai, que sofria de distúrbios mentais. Tornou-se funcionário público para sustentar a família e escrevia reportagens para o jornal carioca Correio do Amanhã, denunciando o racismo e a desigualdade social no Rio de Janeiro. Ele morreu em 1922, aos 41 anos, considerado louco. Deixou uma obra de dezessete volumes, pelos quais nunca recebeu nada.

 

5 – Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis é o maior escritor da literatura brasileira, porém não há evidência de uma cronologia legítima sobre sua vida nas escolas. Nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Machado de Assis se tornou um escritor conhecido em 1872, com a publicação do romance ‘’Ressurreição’’. Ele foi eleito o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. O livro ‘’Memórias Póstumas de Brás Cubas’’, publicado em 1881, é considerado sua maior obra e uma das mais importantes em língua portuguesa.

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