Polícia descobre festa secreta e apreende organizadores

Com status de ser "maior festa clandestina do Brasil", os convidados foram levados ao local secreto em ônibus e van

por Victor Gouveia sab, 23/05/2020 - 11:55
Brigada Militar/Divulgação Os participantes tinham que deixar o celular na entrada do evento Brigada Militar/Divulgação

Nessa sexta-feira (22), a Polícia Civil de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pôs fim a "maior festa clandestina do Brasil" marcada pelas redes sociais. Segundo as autoridades, nem os próprios convidados sabia onde o evento ocorreria.

Cerca de 30 pessoas se encontraram um ponto do bairro Cidade Baixa e foram levadas à festa secreta em um ônibus e uma van. Um grupo de WhatsApp com 107 membro e um perfil no Instagram com 100 seguidores formaram a lista de convidados.

"Trata-se de uma reunião de amigos, em uma propriedade particular, sem fins lucrativos. Não obstante, sabemos que o momento divide opiniões. Para evitar desgaste ou qualquer tentativa de impedimento é importante essa cautela" explica uma das mensagens, de acordo com apuração do portal Gaúcha ZH.

Para que o sigilo fosse mantido, ao chegar no local, os convidados deveriam entregar os celulares aos seguranças para evitar fotos e vídeos. O plano era que o perfil fosse apagado após outras duas edições da festa, agendadas para este sábado (23) e o domingo (24).

 "Uma super estrutura foi preparada com todo carinho para juntos curtirmos um evento maravilhoso [...] Desde já nos desculpamos pelo inconveniente da falta de informação. Mas como todos sabemos o momento divide opinião. Não queremos polêmica, para tanto alguns cuidados serão necessários para os três dias transcorrerem sem alteração. Pedimos encarecidamente para os convidados não contarem sobre a reunião (...) e aos que forem não divulgarem o local da brincadeira.", destaca outra mensagem.

Segundo o delegado Rodrigo Fuchshuber Caldas, os convidados abordados alegaram que foram chamados para um churrasco. "A festa não tinha a organização tão complexa quanto imaginávamos e não tinha características típicas de festas rave. Também não encontramos drogas no local", esclareceu.

Os dois responsáveis pela festa e o proprietário do local foram conduzidos à delegacia, onde prestaram depoimento. O trio foi indiciado e vai responder em liberdade por crime contra a saúde pública, que pode resultar até 15 anos de reclusão.

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