Airbnb promete verificar 7 milhões de imóveis até 2020

Vistoria será concluída até 15 de dezembro do próximo anos

qui, 07/11/2019 - 07:22
JOEL SAGET O Airbnb decidiu verificar de agora até o final de 2020 a veracidade das informações sobre os 7 milhões de imóveis oferecidos em seu site JOEL SAGET

O Airbnb, a plataforma de compartilhamento de casas particulares, decidiu verificar de agora até o final de 2020 a veracidade das informações sobre os 7 milhões de imóveis oferecidos em seu site, após vários incidentes, incluindo um tiroteio que matou cinco pessoas numa propriedade na Califórnia (Estados Unidos).

A auditoria interna deve começar imediatamente, disse um dos co-fundadores da empresa, Brian Chesky, em um email enviado a todos os funcionários nesta quarta-feira (5), acrescentando que será concluída até 15 de dezembro de 2020.

Será verificada a veracidade da informação publicada no site, incluindo o endereço, fotos e outros detalhes, assim como tudo que se refere ao estado do imóvel, a segurança e o equipamento prometido aos usuários da plataforma.

O Airbnb compromete-se, a partir de 15 de dezembro deste ano, a realocar ou reembolsar totalmente um usuário da plataforma cuja locação não seja satisfatória. A empresa é frequentemente criticada por não fazer o suficiente para satisfazer as reclamações dos clientes.

Chesky reconhece: "A maioria dos anfitriões faz um ótimo trabalho, mas os clientes precisam sentir que o Airbnb está do seu lado, e acreditamos que esse compromisso é uma etapa necessária para tranquilizar os clientes".

O executivo da plataforma também anunciou a criação de uma linha direta que opera sete dias por semana e 24 horas por dia, o que deve permitir a comunicação com "uma pessoa real no Airbnb em todo o mundo e a qualquer momento".

Esse serviço funcionará a partir de 31 de dezembro nos Estados Unidos e estará a disposição em outros países ao longo de 2020.

A última medida refere-se à detecção de aluguel de risco, especialmente aqueles feitos especificamente para festas, que agora são proibidos.

Essa proibição foi anunciada em 2 de novembro, dois dias após um tiroteio com mortos em Orinda, Califórnia (oeste dos Estados Unidos).

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