Corda do Círio reflete gratidão e superação de fiéis

Na grande procissão, com sacrifício e contrição, devota agradece à Nossa Senhora de Nazaré por graça alcançada

ter, 08/10/2019 - 12:19
Arquivo pessoal Thalía e Simony: unidas na fé em Maria Arquivo pessoal

A corda é um dos principais símbolos do Círio de Nazaré, unindo diversos devotos desde 1885, em Belém. Thalía Araújo, 22 anos, começou a acompanhar o Círio quando criança junto com a mãe, Simony Araújo, 48 anos. Em 2013, Thalía fez uma promessa à Nossa Senhora de Nazaré e desde então acompanha a procissão na corda.

“Minha mãe descobriu que estava com lúpus – doença autoimune que afeta o sangue e a pele – e, por conta disso, ela caiu em depressão. Passei pela Basílica alguns dias antes do Círio de 2013 e pedi para a Nossa Senhora fazer com que ela se recuperasse. Se a minha mãe conseguisse melhorar, eu iria durante cinco anos na corda”, contou a devota.

No Círio de 2014, um ano após a promessa, Simony estava recuperada da depressão. “Os remédios ajudaram a minha mãe, mas eu sei que a nossa fé foi o que fez ela se reerguer. Sem a fé, nós não seríamos nada”, afirmou.

De acordo com Thalía, Simony ainda tem lúpus, pois a doença não tem cura, mas já está totalmente controlada, e o risco de ela voltar a ter depressão é quase zero. “Nunca esquecerei a promessa que fiz. A minha graça foi alcançada e eu posso dizer que Nossa Senhora conseguiu salvar a vida da minha mãe”, celebrou.

Após a recuperação, Simony passou a ir todos os dias à igreja, não por obrigação, mas porque ela se sente bem e se sente em casa.

“O Círio é uma forma de união, de amor, de carinho e de gratidão. É importante que a gente agradeça à nossa mãezinha querida por tudo que ela faz por nós. Espero que as pessoas continuem fazendo promessas e pedidos. Se você tem fé, isso vai se realizar. A única coisa que resta é a gente ter fé“, concluiu Thalía.  

Por Ana Luiza Imbelloni.

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