Guardas do apito de Camaragibe são presos em operação

Polícia concluiu que grupo tem envolvimento com o homicídio do empresário Mário Cavalcanti Gouveia Júnior, ocorrido em abril

sex, 17/05/2019 - 09:00
Divulgação/Polícia Civil Pelo menos 30 homicídios são atribuídos a integrantes ao grupo Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil realiza, na manhã desta sexta-feira (17), a Operação Punisher, para prender pessoas envolvidas com os crimes de homicídio, latrocínio, constituição de milícia privada, tráfico de armas, tráfico de drogas, roubo qualificado e organização criminosa em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife (RMR). Os alvos são do mesmo grupo dos acusados de matar o empresário Mário Cavalcanti Gouveia Júnior, de 78 anos, no dia 23 de abril em Paudalho, Zona da Mata de Pernambuco.

Os suspeitos são guardas do apito na região. Eles realizariam segurança privada na área, constituindo uma milícia. De acordo com o delegado Ivaldo Pereira, da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM), a organização criminosa, com conhecimento adquirido dentro de presídios, convocava indivíduos perigosos de Olinda, no Grande Recife, e da comunidade do Detran, na Zona Oeste da capital, para compor o grupo sediado no bairro camaragibense de Chã de Cruz.

"No local lá ninguém traficava, apenas os componentes da facção. Ninguém roubava, apenas eles. Eles matavam por aluguel. Era um trabalho de pistolagem", resume Ivaldo Pereira. Pelo menos 30 homicídios são atribuídos ao grupo. Estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão e sete de busca e apreensão.

O líder da organização foi identificado como Luciano Josuel. Ele seria responsável pela articulação dos crimes, cobrança de dinheiro e pela execução dos homicídios. "Ele gostava de matar, inclusive matou o próprio irmão, daí você já tira", comenta o delegado.

Ao longo da investigação, 30 armas foram apreendidas. Eles possuíam um armeiro próprio, para confecção e conserto de armas e munição.

Sobre o assassinato do empresário, dono de um parque aquático na Estrada de Aldeia, a polícia concluiu que os criminosos tinham o objetivo de subtrair a renda da vítima. Seis já haviam sido presos. Luciano Josuel teria dado a ordem para o assassinato, após Mário Cavalcanti atingir um dos criminosos. De acordo com o delegado, eles tinham conhecimento da coleção de armas do empresário, tendo subtraído seis, uma já recuperada.

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