Caso Aldeia: filho de médico já está em liberdade

Nesta sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) havia concedido o direito de liberdade provisória ao jovem. Após pagar uma fiança no valor de R$ 5 mil, Danilo Paes terá que cumprir medidas cautelares

sex, 21/12/2018 - 17:11
Facebook/Reprodução Após pagar uma fiança no valor de R$ 5 mil, Danilo Paes terá que cumprir medidas cautelares Facebook/Reprodução

Preso suspeito de participar da morte do próprio pai, o médico Denirson Paes, o engenheiro Danilo Paes já saiu do Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. Nesta sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) havia concedido liberdade provisória ao jovem. A decisão foi tomada pela juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Camaragibe, Marília Falcone.

Na decisão, a magistrada diz que "não se encontram presentes os requisitos que ensejaram a decretação da prisão preventiva, no tocante ao acusado Danilo Paes Rodrigues. Não há neste momento que se falar no mérito do processo, ou seja, se o acusado é inocente ou culpado”.

A juíza também afirmou que Danilo “possui bons antecedentes criminais, personalidade de homem comum, é um jovem universitário não apresenta qualquer ameaça social, não podendo ser, assim, considerado um agente com alto grau de periculosidade” e que não há “indício de que o acusado esteja representando ameaça de se evadir do distrito da culpa”.

Após pagar uma fiança no valor de R$ 5 mil, Danilo terá que cumprir medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo entre os dias 01 e 05 de cada mês para justificar suas atividades; proibição de manter contato com as testemunhas dos presentes autos; recolhimento domiciliar no período noturno entre 22h e 6h; entrega de passaporte.

De acordo com a decisão da juíza Marília Falcone, a defesa da farmacêutica Jussara Paes, viúva e também acusada da morte do marido, não solicitou a liberdade provisória.

A decisão acontece pouco depois da magistrada determinar que o jovem fosse mantido em cela isolada no Complexo do Curado, Zona Oeste do Recife, no último dia 5 de dezembro. Na época, a juíza tinha afirmado que a ação era para evitar que Danilo passasse por situações vexatórias.

RELEMBRE O CASO

A Polícia Civil concluiu que a motivação do crime foi um relacionamento extraconjugal mantido pelo médico. Relacionado a isso, estariam as consequentes mudança de padrão de vida e separação iminente as quais a farmacêutica seria submetida.

A investigação apontou que Denirson foi asfixiado em seu quarto entre os dias 30 e 31 de maio. O corpo foi arrastado por cerca de seis metros até um corredor na área externa, onde houve uma tentativa de carbonização e o corte do corpo em duas partes. Em seu novo depoimento, a acusada disse ter arrancado e queimado os genitais do companheiro

No dia 20 de junho, Jussara compareceu à Delegacia de Camaragibe para registrar o desaparecimento do marido. A denúncia só foi feita após pressão de Daniel, que afirmou que iria procurar a polícia se ela não o fizesse. Ela alegava que o marido teria viajado e não dado mais notícias, talvez tendo ido ver os jogos da Copa do Mundo na Rússia. Os policiais suspeitaram do depoimento por causa de fatores como a demora para registrar o caso e a ausência de movimentação na conta bancária de Denirson.

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