Animais também podem sofrer de depressão

Médica veterinária explica que cães e gatos são os mais afetados pela doença devido à humanização dos animais domésticos

por Nataly Simões qui, 20/09/2018 - 15:44

Assim como nos humanos, a depressão nos animais pode se manifestar por diversas razões. Mas entre as principais causas estão a solidão, mudança de rotina e falta de atividades físicas, e os bichos mais afetados são os cães e gatos.

De acordo com a médica veterinária e professora da Univeritas/UNG, Karina Albuquerque, a humanização dos animais domésticos fez aumentar os casos de depressão, ansiedade e outros distúrbios psicológicos que afetam a personalidade desses bichos. Alguns dos sintomas que os animais apresentam são irritabilidade, destruição de móveis e objetos pessoais, além de urinar e defecar fora dos locais nos quais eles são ensinados.

A médica veterinária explica que os cães e os felinos não são muito resistentes às mudanças de rotina como a introdução de um novo animal na casa, a morte de uma pessoa próxima ou o afastamento de um animal companheiro, e que devido à correria do mundo moderno os donos dos pets passam muito tempo no trabalho e os animais se sentem sozinhos e abandonados.

Nos cães, Karina diz que alguns dos sintomas da doença são a perda do apetite, apatia acentuada, lambedura excessiva nas patas e no corpo, tristeza profunda, rejeição ao toque e isolamento.

Já os gatos, segundo ela, são ainda mais propensos a desenvolver depressão, pois a mudança de rotina pode desencadear a patologia e, com isso, o aparecimento de doenças como a Síndrome da Pandora (cistite idiopática no felino) e, principalmente as fêmeas, que iniciam com sintomas de cistite e hematúria (sangue na urina). Outros animais se escondem e param de se alimentar.

Para reverter o quadro da doença, a médica veterinária afirma que é preciso minimizar ao máximo as mudanças de rotina, levar o animal ao veterinário para realizar exames laboratoriais e de imagem, e ter certeza que não há doenças primárias, além de tentar manter uma rotina diária de passeios e brincadeiras. “Manter um acompanhante sempre que possível na ausência do proprietário. Há casos que são recomendados o uso de antidepressivos e sessões terapêuticas caninas”, completa.

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