Em passeata pelo Recife, professores lutam por novo piso

Cerca de 400 profissionais da educação caminharam em protesto contra o reajuste de 13,01% do Governo do Pernambuco. Segundo os docentes, o aumento beneficia uma minoria

por Camilla de Assis sex, 13/03/2015 - 13:27
Camilla de Assis/LeiaJáImagens Docentes também defenderam a Petrobras Camilla de Assis/LeiaJáImagens

Debaixo de sol forte, mais de 400 professores da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco participaram do protesto realizado na manhã desta sexta-feira (13), no Centro do Recife. Após assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), no Teatro Boa Vista, os educadores saíram em passeata decretando estado de greve. Os mais de 2 quilômetros de caminhada – do Teatro até a Praça da Independência – , foram ao som de trios elétricos que afirmavam a posição do Sintepe sobre o reajuste do piso salarial proposto pelo Governo do Estado nessa quinta-feira (12). A inclusão do aumento de 13,01% é destinada apenas para os professores magistrados, ou seja, 10% da categoria.

O presidente do Sintepe, Fernando Melo, afirmou que Sindicato não concorda com a pequena porcentagem para quem vai o aumento.  “Deve haver uma repercussão maior sobre o aumento, já que contempla apenas uma parcela pequena dos educadores”. Além disso, Melo afirma que o reajuste foi de forma unilateral. “Não nos comunicaram e nem entraram em acordo conosco sobre o reajuste”, completa. Os professores de ensino superior possuem salário de R$ 1.901, valor próximo ao reajuste, que foi de R$ 1.917,78. 

A professora Rita de Cássia está na Rede Estadual de Ensino há cerca de 25 anos e não concorda com o aumento destinado apenas aos mgistrados. “Eu não recebi aumento. O Governo só quer reajustar para os magistrados”, explica. 

A manifestação organizada pelo Sintepe se misturou ao protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT). De acordo com Fernando Melo, o apoio a causa relacionada à Petrobrás envolve também a educação. “É uma causa justa. Estamos apoiando porque parte do pré-sal é investido em educação, então nos compete estarmos presente também”, conta.

 

 

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