Futsal: melhor do mundo, Ferrão projeta futuro da seleção

O Brasil se prepara agora para a disputa do terceiro lugar do Mundial, que acontece neste domingo, às 12 horas (de Brasília), em Kaunas

qui, 30/09/2021 - 11:37
Reprodução/Instagram Pivô da seleção de futsal, Ferrão Reprodução/Instagram

O resultado não foi o esperado, mas dentro de quadra a seleção brasileira de futsal lutou com todas as armas. Mesmo com a derrota por 2 a 1 diante da Argentina, na quarta-feira, pelas semifinais do Mundial disputado na Lituânia, o pivô Ferrão, o melhor do mundo na modalidade, elogiou a entrega do grupo e se mostrou otimista com o futuro do Brasil.

"A gente tinha que saber sofrer dentro do jogo. A gente estava num momento bom quando eles encaixaram os gols, acho que isso que a gente não pode cometer, alguns pequenos erros que se comete numa partida dessa intensidade acaba nisso. Mas eu acho que a gente buscou até o final, isso é Brasil. O resultado não veio, mas a gente tem que olhar para frente, que essa seleção ainda tem muito para ganhar", afirmou o pivô, que também vibrou com a visibilidade do futsal no país durante a disputa do Mundial.

"Eu acho que o Brasil voltou a gostar de futsal, eu acho que depois de muito tempo que a gente não via isso do povo brasileiro e isso é bom para gente. Infelizmente a gente não pôde colocar o Brasil na final, que era o nosso objetivo, ser campeão. Fica aqui isso, nós que somos atletas, que estamos vivendo isso, para mim particularmente é a derrota mas dura da minha carreira. Então, não tem palavras que expliquem, mas ver o povo brasileiro apoiando o futsal é muito bom", encerrou.

Capitão e principal liderança da seleção brasileira, Rodrigo acredita que este foi seu último Mundial. Aos 37 anos, ele terá cerca de 40 na próxima edição, em 2024. E quer abrir espaço para a renovação na equipe.

"Acho que não vai dar para outro (Mundial), vou estar com 40 anos. Desde que a gente perdeu em 2016, eu vivenciei cada dia da minha vida, abdiquei de família, para ter essa chance. Futebol é cruel demais. Em dois lances em que eu estava, o gol saiu. Eu acho que posso ajudar de alguma maneira, no que eles pedirem, mas no próximo Mundial eu estou fora. Com 40 anos, é muita exigência, tenho que abrir espaço para os novos", disse Rodrigo, antes de valorizar o processo de renovação que se inicia na seleção.

"A seleção brasileira passa por um novo processo, agora, com a CBF, vai ser melhor ainda. Tenho certeza disso. Fico muito feliz por tudo que estamos vivendo agora. Meu sonho era levantar a taça. Eu não sei o que vai ser para a frente, mas com a seleção eu acho que não tenho mais um Mundial", completou.

O Brasil se prepara agora para a disputa do terceiro lugar do Mundial, que acontece neste domingo, às 12 horas (de Brasília), em Kaunas.

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