Sport: confira a trajetória do 42 vezes campeão estadual

Início difícil, queda do comandante e a chegada de Guto, a trajetória do Leão

por Luan Amaral dom, 21/04/2019 - 18:30 Atualizado em: sab, 20/04/2019 - 17:59
Chico Peixoto/LeiaJáImagens . Chico Peixoto/LeiaJáImagens

O Sport chegou a sua 42° conquista do Campeonato Pernambucano com a vitória nas cobranças de penalidade sobre o Náutico neste domingo (21) na Ilha do Retiro. A equipe rubro negra fez uma boa reta final desde a chegada de Guto Ferreira, mas a trajetória do leão teve início complicado. Relembre o caminho do leão até o título.

INÍCIO

Logo na primeira rodada, um balde de água fria no torcedor rubro-negro. Uma derrota dentro de casa para o Flamengo de Arcoverde por 3x2 deixou assustado os torcedores do Sport. A equipe que havia caído a série B do Campeonato Brasileiro no ano anterior, precisava dá uma resposta para a sua torcida no estadual.

Apesar do susto, a resposta veio. A equipe engatou quatro vitórias seguidas: Afogados, o Náutico, América e Petrolina. O Leão só voltou a perder na sexta rodada, para o rival Santa Cruz. A derrota por 1x0 no Arruda foi logo na sequência da eliminação para a Tombense na Copa do Brasil por 3x0, Milton Cruz não resistiu a pressão e dois meses depois de assumir o clube, entregou o cargo.

Guto assumiu na sexta rodada após demissão de Milton Cruz e não perdeu sob o comando da equipe rubro negra. Foto: Chico Pexoto/LeiaJáImagens

GUTO FERREIRA

Esse talvez tenha sido o ponto chave para conquista do Leão. Guto assumiu na sétima rodada com a equipe na terceira colocação e no primeiro jogo renegou Magrão ao banco de reservas. O Sport subiu seu rendimento na competição. Venceu o Afogados, goleou por 4x0 o Salgueiro e fechou a primeira fase vencendo o Central em Caruaru. Terminou como líder da classificação geral. Além disso, foi o melhor ataque com 21 gols, empatado com Salgueiro e a melhor defesa com apenas 7 gols sofridos.

Com a boa primeira fase concluída a equipe garantiu o primeiro lugar e teve a vantagem de definir os jogos em casa. Guto voltou suas atenções para fase mais decisiva da competição. Contando com seu artilheiro Hernane, a equipe venceu o Petrolina por 4x0 nas quartas. Nas semifinais um jogo quente com o Salgueiro que terminou com a vitória por 3x1 na Ilha. Novamente Hernane voltou a estufar as redes.

Hernane foi o artilheiro da competição peça fundamental na evolução da equipe. O brocador balançou as redes nove vezes. Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

TABU E CONQUISTA

A grande decisão chegou e com ela um tabu de décadas para ser defendido, perder uma final para o Náutico era algo que não acontecia desde 1968. O leão lutou e manteve a escrita, a vitória na partida de ida nos Aflitos por 1x0 abriu o caminho para conquista. A comemoração com certeza vai seguir noite adentro e será combustível para o restante da temporada.

Guto Ferreira sai como grande responsável pelo título e conquista o caneco invicto no comando do Leão. O comandante levantou a moral da equipe que vinha de uma eliminação inesperada e uma derrota para o rival. Sem mexer muito na equipe conseguiu elevar o nível do grupo, ganhou destaques como Ronaldo e Luan. Recebeu uma equipe das mãos de Milton abatida e dois meses depois, a alegria pela conquista. 

 

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