'A gente tem que acreditar', diz William

O centroavante alvirrubro vê clássico contra o Santa Cruz como um 'divisor de águas'

por Thayná Aguiar sab, 28/10/2017 - 12:10
Chico Peixoto/LeiaJá Imagens/Arquivo William revelou que seus filhos escutam brincadeiras por causa do atual momento do Náutico Chico Peixoto/LeiaJá Imagens/Arquivo

O Náutico não vive um bom momento nesta Série B, o Timbu está na 19ª colocação na tabela, com 28 pontos conquistados. Só um milagre conseguirá salvar a equipe alvirrubra do rebaixamento, pois mesmo que vença os seis jogos restantes ainda tem chances de cair. Mesmo em uma situação bem complicada, o centroavante William afimar que a palavra de ordem é acreditar. "A gente tem que crer sempre, mesmo que seja muito difícil. A gente tem que acreditar, o atleta nunca pode desistir", disse. 

O próximo desafio do Timbu na competição será apenas no próximo sábado (4), contra o Santa Cruz, às 17h30 (horário do Recife), no Arruda. Para William, o clássico contra a equipe tricolor será um divisor de águas para o Náutico nesta Série B. "Já disputei vários clássicos, mas acho que é a primeira vez que eu disputo um clássico na zona de rebaixamento. A gente ganhando o clássico, dá aquela respirada, leve, mas dá. Clássico é algo emocional, envolve tudo, amor, paixão. Mas nós aqui dentro temos que procurar deixar tudo para fora e concentrar somente naquilo que é passado para gente fazer", comentou. 

"É um divisor de águas. Enquanto eu tenho 1% de esperança, eu vou correr atrás dele. Esse 1% pode virar 100% lá na frente. A partir do momento que falar que não dá mais, aí sim não tem como", complementou William.

O camisa 9 do Timbu afirmou que o emocional dos atletas têm sido abalado devido a atual situação vivida pelo clube, e ainda destacou que a má fase do Náutico mexe até com os seus filhos: "A cada jogo que você aumenta a pontuação e diminui os jogos para você tirar ela, isso influencia muito. Ainda mais um jogo como o do ABC, que a gente perdeu dentro de casa".

"Ninguém quer perder, ninguém quer ficar nessa zona de desconforto, ninguém quer ser rebaixado e isso acaba afetando, até as crianças. Zoam meus filhos, bricam com eles falando sobre do Náutico, e isso não é legal. Eles chegam e falam isso para a gente em casa, e não é legal. Tudo isso influencia", explicou William.

William fez questão de destacar a importância da torcida neste momento, e diferenciar os tipos de torcedores alvirrubros. "Eu falaria para o torcedor, o verdadeiro torcedor do Náutico, não aquele que entrou dentro do campo naquele dia. Aquele ali, pra mim, é vândalo. Sabe por que? O clube pode pegar uma punição agora, por causa daquilo. O verdadeiro torcedor do Náutico foi o que me encontrou ontem e disse: 'William, por favor. Fala para o pessoal que a gente está junto, e a gente acredita que o impossível pode acontecer'. Esse é o verdadeiro torcedor do Náutico".

"E o que eu digo ao torcedor é que vá para o estádio, nos ajude, nos incentive. A gente sabe que é uma batalha difícil para nós, para eles também. Mas se a gente juntar as forças a gente consegue sair dessa situação. Mas acho que quando uma parte caminha para o lado e a outra caminha para o outro, fica mais difícil", finalizou.

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