Roberto: 'Com um gol legal anulado, não há o que comentar'

Treinador ficou inconformado com a arbitragem no empate, fora de casa, com o Juventude

por Renato Torres ter, 24/10/2017 - 21:09
Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo Comandante alvirrubro cobrou dos assistentes na saída de campo Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Mesmo se tratando de um jogo com poucas chances, e de baixa qualidade técnica, o Náutico esteve perto de vencer o Juventude na noite desta terça-feira (24), em Caxias do Sul. Tendo começado mal a partida, o time pernambucano equilibrou as ações no segundo tempo e chegou até a marcar o primeiro gol aos 9 minutos, com Rafinha. Aí começou a polêmica, quando o assistente levantou a bandeira e o lance foi anulado.

Para os alvirrubros, não restam dúvidas de que a condição era legal e só restou a indignação ao técnico Roberto Fernandes. Na saída para os vestiários, o comandante passou junto ao trio de arbitragem, ironizando a atuação do assistente. "Durma bem, com a consciência boa, viu?!. Não estou criticando você, é o bandeira que anulou", falou, se explicando ao árbitro da partida, Emerson de Almeida Ferreira. Na coletiva, Roberto não conseguiu comentar a atuação de sua equipe sem reclamar do lance em questão.

"Quando você está nessa situação, o jogo acaba 0x0, e você tem um gol legal anulado, isso acaba com qualquer comentário. É um erro de fato, o bandeira anulou. É uma coisa que peço de forma ponderada, se o Náutico vai cair deixe que caia em seus erros, sua incompetência, não precisa de ajuda. Tivemos um jogo bastante competitivo, próximo de seu limite, e fizemos 1x0. Aí a gente observa coisas como um lateral fazendo falta fora do lance já amarelado e o juiz não dá o cartão. Na dúvida, vamos contra o Náutico que já está mal mesmo? Não pode ser assim", disparou.

Ele acredita que, caso o gol fosse validado, até poderia ter criado outras situações para ampliar o marcador no decorrer do segundo tempo. "Fizemos um jogo bom, se fosse assim em outras partidas do campeonato, teríamos mais pontos fora de casa. Temos nossas dificuldades de finalizar, da jogada mais aguda, mas é a característica do nosso elenco. É o conjunto da obra, mas lamento pelo gol hoje. Mudaria a cara do jogo, e com esse lance anulado, é pedir demais do time que o placar seja outro", reclamou.

Agora, serão 11 dias até o próximo duelo pela Série B, justamente o clássico contra o Santa Cruz que pode decidir a permanência do Timbu na briga para não cair. E essa pausa, segundo o comandante não irá servir para a preparação, pois no final do campeonato, ter um intervalo tão grande, após uma sequência difícil, pode até piorar as coisas dentro do grupo.

"Nós estamos em fim de temporada, falta um mês para acabar. Não é hora mais de treinar, o ideal seria ter esse jogo de hoje no sábado. Como o Santa Cruz que não sobrecarrega em treino, nem fica parado por muito tempo. Estamos em fase de colheita, jogador nenhum aguenta mais treinar. Agora é hora de lapidar, fazer pequenos ajustes. O único ganho é para quem está no departamento médico. A cabeça do jogador não está legal e a sobrecarga pode lesionar, essa parada agora é horrorosa", lamentou.

COMENTÁRIOS dos leitores