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  • Náutico deve entrar na justiça contra Odebrecht em janeiro

    Clube alvirrubro irá pedir indenização por quebra de contrato feita em junho

    por Rodrigo Malveira qui, 15/12/2016 - 11:12
    Divulgação/Náutico Bernardo Wanderley explica que processo na justiça deve durar de um ano e meio à dois anos Divulgação/Náutico

    Após o contrato com o Consórcio Odebrecht, que administrava a Arena de Pernambuco, ter sido quebrado em junho deste ano, o Náutico prepara os últimos pré-requisitos para acionar a Justiça arbitral pedindo uma indenização pelo rompimento antes do prazo estabelecido. O acordo entre as partes estabelecia que o Timbu atuaria como mandante no estádio  por 33 anos, recebendo valores mensais de acordo com a série que ocupasse no Campeonato Brasileiro: R$500 mil (Série A), R$400 mil (Série B) e R$300 mil (Série C). A ação na justiça deverá ter início em janeiro do próximo ano.

    Segundo o vice-presidente jurídico do Náutico, Bernardo Wanderley, o valor a ser cobrado ao consórcio ainda está sendo contabilizado, mas deverá corresponder aos atrasados de 2015 e 2016, além dos valores em cima do tempo de contrato que não foi cumprido. Com a expectativa de que a ação seja movida em janeiro, o prazo estipulado para uma definição do caso deverá demorar um pouco mais na justiça, acontecendo apenas em 2018 ou 2019. “O nosso contador está terminando esse cálculo. Quando tivermos com ele em mãos e toda a documentação necessária, vamos dá entrada na arbitragem. A previsão é que o caso dure em média de 1 ano e meio a 2 anos para ser resolvido”, declarou o advogado ao site oficial.

    Apesar do longo prazo, Bernardo diz que o clube estuda cobrar da Odebrecht antecipadamente os valores correspondentes aos atrasados dos anos passados, com o intuito de investir esse dinheiro na reforma do estádio dos Aflitos. “A nossa ideia é tentar antecipar o pagamento da verba que a Odebrecht deve ao Náutico de alguns meses de 2015 e 2016, e utilizar esse dinheiro para a recuperação dos Aflitos”, pontuou.

    Os valores cobrados do Consórcio, no entanto, precisam ser bem calculados, já que o caso corre na justiça arbitral, ao invés da justiça comum, por conta de um acordo feito em contrato entre as partes para qualquer tipo de ação. A diferença entre as duas é que na arbitragem, apesar de ter um julgamento mais rápido, também cobra valores mais caros em cima do processo. “Estamos cumprindo todos os pré-requisitos da arbitragem. Uma coisa que devemos ter muito cuidado é a questão do montante que iremos pedir, pois desse valor é que irá derivar as custas processuais, que na arbitragem são muito altas”, destaca Bernardo.

    O clube já contratou um advogado especializado na área com apoio do Conselho Deliberativo para defender o Náutico no processo.  “O Executivo vem recebendo um apoio importante do Deliberativo, uma prova disso é que o Conselho se comprometeu a pagar os honorários do advogado que vai defender a causa na arbitragem”, finalizou o dirigente.

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