Ana evita falar do futuro do personagem Louro José

Para a apresentadora, ‘é muito cedo pra se dizer qualquer coisa’

Ana evita falar do futuro do personagem Louro José

Ana Maria Braga concedeu uma entrevista ao Fantástico, na noite do último domingo (8), para falar sobre a morte do amigo Tom Veiga, que morreu no dia 1º de novembro, aos 47 anos de idade, vítima de um AVC. Os dois trabalharam por 25 anos juntos e o ator era o intérprete do fantoche Louro José.

Para a jornalista Renata Ceribelli, Ana afirmou que Tom e Louro José não se misturavam e que ainda é cedo para pensar se o personagem vai seguir ou não ao seu lado no Mais Você.

“São entidades que nunca se misturaram. Então, agora, nesse momento, eu perdi o grande amigo, o Tom, e o meu filho, o Louro. Mas você olhando pra isso de frente, na verdade o Louro José existe. Ele pode não existir na interpretação magnífica do artista Tom Veiga, né? Que deu vida a esse personagem. Mas o personagem vai continuar existindo. Porque não tem como, se você pegar os grandes personagens aí, de qualquer… Da nossa vida, né? De Mickey Mouse a… Eles fazem aniversário e são eternos, né? E o Louro vai ser eterno pra sempre, né. (…) Eu acho que é muito cedo pra se dizer qualquer coisa, né? Mas obviamente o Tom é inigualável”, observou.

A apresentadora ainda afirmou que, a partir desta segunda-feira (9), o programa terá um novo capítulo e será completamente diferente do que era.

“Eu tive a oportunidade essa semana de rever os 21 anos de Globo nos momentos que recordamos do Louro. Agora, me sinto abrindo um novo capítulo, um novo olhar para esse fim de ano que não tem fim”, disse.

Ela ainda afirmou que nunca havia falado com Tom sobre a morte, mas que era impensável lidar com a morte dele.

“Não. Estive pensando nisso inclusive. Eu nunca conversei a respeito de por exemplo: e se um de nós morrer? Ou o que você acha de ser enterrado assim? Eu penso em morrer de vez em quando porque me dão uns sustos, né? Assim, acho que com mais frequência. Agora, ele não. Moleque jovem, moleque que a bem da verdade não se cuidava. Da saúde. Como deveria, eu acho. Todo mundo falava isso pra ele. Não se cuidava bem. Todos os amigos falavam. Olha, precisa dormir mais. Olha, precisa fazer isso menos. Olha, precisa ir no médico ver essa dor na coluna. Mas era uma coisa impensável, né? Impensável. Mas a gente nunca falou sobre a morte”, declarou.

Ana Maria contou que deveria ter dado o conselho para que o amigo se cuidasse mais: “Eu devia ter botado ele no colo e dado umas palmadas em várias situações. Talvez ele pudesse ter se cuidado melhor, se amado mais. Ele amou muito os outros e sofria muito por amor”.